Projeto de extensão, UNIR
Roda cultural–4 O tempo carnanovismo dos antigos carnavais em Rondônia
Descrição
O projeto intitulado Roda cultural–4: o tempo carnanovismo dos antigos carnavais em Rondônia, dá seguimento ao projeto anterior, Roda Cultural-3: universitários nos trilhos das escolas e blocos carnavalescos em Rondônia, em que acadêmicos interagiram com estudantes das escolas de ensino médio e fundamental com o objetivo de mostrar performances dos blocos e escolas de sambas em formas de mostras e debates. Este, em pauta, leva o caráter científico de compreender e demonstrar o “carnanovismo”, como novo espírito adaptativo, em que absorve o que se tinha de transgressão nos antigos carnavais. É a morte desde de 2012 dos carnavais em Rolim de Moura, ou, adaptação no restante do estado? Cremos que ambos. Uma catástrofe? Não parece. Pois até agora ninguém questionou ou parece sentir qualquer falta, a não ser quem gosta realmente das festas carnavalescas de um tempo que não tem mais como voltar: mas tem como transgredir de uma outra forma. É esta outra forma que iremos investigar e torná-lo foco de debate na comunidade fora do ambiente universitário. Enquanto projeto cultural acadêmico tem por intenção interagir com as formas sociais organizadas, como associações de bairros etc. Um exemplo é a escola Asfaltão de Porto Velho, e com o crescente incremento de blocos carnavalesco que animam o carnaval da capital, simbolizado pelo Pirarucu do Madeiro e Banda do Vai Quem Quer, e que no interior do estado nada mais se tem parecido. Se antes, logo no início, o projeto Roda Cultural–1 objetivava mapear as artes da cultura; agora, no Roda cultural–4... a ciência entra novamente como foco, pois, como acadêmicos não podemos fugir de sua ajuda, a única que pode nos dar algum respaldo de compreensão e objetividade frente a um fenômeno tão escorregadio, como é o sentido adaptativo que reina qualquer seguimento realmente popular. Nesse sentido, os acadêmicos terão acesso ao ambiente de carnaval com os diretores, músicos, compositores em que se pretende elaborar um mapeamento através de enquete, roda de conversa, aliada com a metodologia da história oral, questionar para produzir o que há de carnaval antigo, nesse novo cenário que denominamos de carnanovismo. É atrás desse teor investigativo que podemos aliar a interação entre universitários e a prática carnavalesca que teremos algum proveito enquanto atividade de extensão cultural. A partir disso, pode-se elaborar colóquios em que as atividades realizadas possam ser mostradas para a comunidade não acadêmica interessada. Em que gere debate a partir do relatório-artigo final com o intuito de publicação. Nesse jogo, entre ciência e a cultura, tanto os acadêmicos apreendem como ensinam através das expressões que surgirão. Aprenderão mais, quanto mais tiverem contato com o ambiente carnavalesco enquanto ambiente lúdico que tanto faz-se necessário para surgimento de talentos musicais, culturais e históricos. Uma outra busca é entender Rolim de Moura, como antiga cidade palco de tantos blocos como “Piscou já era”, “Bloco das Virgens”, “Troiados” entre tantos que fizeram a alegria dos bairros que hoje não existem mais! Onde estão seus antigos brincantes? Cremos que estão dentro desse novo fenômeno do carnanovismo, seja lá que forma se manifeste por todos os lugares. Não adianta mais lamentar, não há mais volta para os velhos carnavais: a questão agora é compreender.
Candidatar-se
Entre na sua conta para enviar uma carta de intenção à coordenação deste projeto.