Projeto de extensão, UNIR
Exército invisível: A história do combate as endemias no Estado de Rondônia contada por registros fotográficos.
Descrição
A história do desenvolvimento do estado de Rondônia se entrelaça com o movimento do combate das endemias já na década de 70 com o início das atividades da então chamada SUCAM. O combate às endemias no Brasil, sobretudo em regiões de difícil acesso como Rondônia, sempre foi um desafio para a saúde pública devido à extensão territorial e à diversidade ambiental propícia à proliferação de vetores. A SUCAM, como órgão executor de programas de controle e erradicação dessas doenças, desempenhou papel crucial para a diminuição dos índices de contágio e mortalidade. O órgão se destacava pela sua capilaridade operativa, com diretórios regionais e distritos sanitários que levavam ações de campo mesmo às localidades mais remotas do país. A introdução do inseticida DDT foi um marco importante para o combate à malária, possibilitando o controle dos vetores em áreas endêmicas. Em 1991, a FUNASA foi criada como sucessora da SUCAM, resultando da fusão de vários segmentos da área de saúde pública. A fundação herdou toda a experiência acumulada para o combate a endemias, ampliando sua atuação para a implementação de saneamento ambiental, com foco na prevenção e controle de doenças transmitidas por vetores, especialmente nas populações vulneráveis do Norte e Nordeste, incluindo Rondônia. A Revista Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, (1986) traz que 0 programa de malária visa manter livre de transmissão as áreas onde a doença deixou de ser endêmica (áreas em vigilância), completar a interrupção da transmissão nas áreas com baixa incidência e reduzir a incidência a nível mais baixo possível nas áreas com elevada transmissão (Amazônia). Dentre as características do atual programa estão a estratificação epidemiológica, identificação das localidades geradoras da maioria dos casos para fins de controle. De 1979 a 1983 o número de casos de malária elevou-se de 144 mil para 298 mil, chegando a cerca de 176 mil no primeiro semestre de 1984; enquanto que na Amazônia registraram-se 170 mil, fora dessa Região foram detectados menos de 6 mil casos, a maioria importados da própria Amazônia, FUNASA (1986). De acordo com o Boletim Epistemológicos (2025), em 2023 a Organização Mundial da Saúde (OMS), estimou 263 milhões casos de malária e 597 mil mortes no mundo. Neste cenário surgem a importância do trabalho dos colaboradores da SUCAM hoje FUNASA que ainda na década de 70 e 80 que percorriam de carro, de bicicleta e até mesmo a pé, com bombas pesadas nas costas, de casa em casa, para fazerem seu árduo trabalho: dedetizar todas as residências, da cidade e do campo, afim de combater o terrível mosquito transmissor da malária. Por conta de seus objetivos, ficaram conhecidos como “malaeiros”. Apesar de levarem benefícios às casas, em muitas delas eles não eram bem recebidos. Muita gente reclamava que as paredes ficavam borrifadas com o veneno após a aplicação e, que o cheiro era muito desagradável. Incluindo a malária, o grupo de combatentes tinha como finalidade o controle ou erradicação das grandes endemias no Brasil, desenvolvendo quatro Programas de Controle de Doenças: Chagas, malária, esquistossomose e febre amarela Funasa (2024). Ressalta-se neste contexto a importância do trabalho desses servidores, que lutavam de sol a sol, com a difícil missão de erradicar, principalmente a malária do meio de um povo que sofria, e na época vieram de longe, com o objetivo de colonizar o que futuramente se transformaria no fortalecido estado de Rondônia. Mostrar a importância dos "malaeiros" que se configurava num verdadeiro exército à mente das pessoas, estudantes e comunidade atual, é proporcionar uma viagem ao passado, e muito significativa para o desenvolvimento não só no estado de Rondônia mas da Nação Brasil.
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