Projeto de extensão, UNIRIO
Impacto da realidade virtual aplicada à população idosa no contexto hospitalar e ambulatorial
Descrição
A realidade virtual (RV) é definida como um ambiente simulado por meio de um aparelho eletrônico que tem a capacidade de fornecer a sensação de presença física em locais ou cenários que representam mundos reais ou imaginários. Esta ferramenta possui diversas aplicabilidades, incluindo reabilitação, exercícios para cognição, bem como o uso com fins terapêuticos, possibilitando diferentes vivências. [1] Neste sentido, destaca-se que há um aumento das evidências científicas acerca dos benefícios para a saúde da exposição a diferentes ambientes bem como acerca da fundamentalidade dos estímulos cognitivos para a preservação da lucidez e da qualidade de vida, principalmente, durante o envelhecimento, uma vez que contribui para retardar doenças neurodegenerativas como o Alzheimer. [2] Contudo, uma grande parcela da população idosa, muitas vezes, vive em situação de solidão severa e apresenta limitações de mobilidade funcional, o que limita o acesso dos idosos aos ambientes naturais, ao contato social e aos estímulos cognitivos. Esta falta de acesso a diferentes ambientes pode gerar ou agravar sintomas de depressão, ansiedade, solidão e apatia. Cabe destacar que esse problema se agravou no último ano devido às medidas de isolamento social que estão ocorrendo em decorrência da pandemia causada pelo vírus SARS-Cov 2. [3] Assim, as tecnologias de RV têm se mostrado promissoras ferramentas para reduzir o isolamento e aumentar o envolvimento em uma série de populações. [8] Ademais, estudos realizados com objetivo de avaliar o valor terapêutico da RV para doenças neurológicas e psicossomáticas evidenciaram que esta tecnologia pode ser efetiva para auxiliar no tratamento de depressão, estresse e ansiedade, bem como promover estímulo cognitivos. Assim, o uso de óculos que possuem esse recurso tecnológico permite que indivíduos simulem a experiência de estar em diversos ambientes sem sair do local físico que se encontram. Com isso, a RV é uma ferramenta que auxilia a contornar as limitações de mobilidade e funcionalidade dos idosos. [4] Nesse contexto, o projeto de extensão “Impacto da realidade virtual aplicada à população idosa no contexto hospitalar e ambulatorial” da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) tem por objetivo promover melhorias na qualidade de vida de idosos internados nas enfermarias do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG) e de idosos vinculados ao Grupo Renascer, programa Interdisciplinar de Promoção à Saúde e Qualidade de Vida do Idoso instituído no HUGG, por meio de experiências culturais e de entretenimento proporcionadas a partir de de sessões de uso de óculos que utilizam a tecnologia de RV. Ademais, este projeto visa promover a integração social e troca de experiências dos alunos de graduação de Medicina com a população idosa. Este projeto será estruturado a partir da atuação ativa dos discentes envolvidos no projeto que, orientados e supervisionados pelo docente, conduzirão as atividades utilizando os óculos de realidade virtual nos idosos. As atividades terão duração média de 30 minutos, incluindo a explicação aos idosos, execução da atividade, aplicação de questionários acerca da experiência e de seus efeitos na qualidade de vida dos indivíduos em questão. Após cada sessão, o material será higienizado conforme protocolos de segurança estabelecidos pela Comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) do HUGG. Destaca-se que a mensuração do impacto das ações sobre a qualidade de vida dos idosos se dará através da aplicação verbal de uma versão modificada do State-Trait Anxiety Inventory (STAI), um questionário validado em escalas Likert (1-5), usado para coletar informações sobre o estado de ansiedade do participantes pré e pós-intervenção. [2] A modificação do questionário foi feita de forma equivalente a realizada em “Older Adults With Cognitive and/or Physical Impairments Can Benefit From Immersive Virtual Reality Experiences: A Feasibility Study”, estudo da Universidade de Toronto que buscou estabelecer a viabilidade do uso da tecnologia de RV imersiva como terapia para idosos com algum grau de redução sensorial, mobilidade e/ou cognição prejudicada e concluiu que esta prática é viável e segura. [2] Após a atividade,será aplicado também um questionário de satisfação para avaliar a experiência do usuário. Com isso, o projeto de extensão visa impactar positivamente a vida dos idosos internados nas enfermarias HUGG e de idosos vinculados ao Grupo Renascer, por meio da melhoria da qualidade de vida, o que será mensurado pelo questionário STAI, ao longo do próximo ano.
Linhas de extensão
- Metodologias e estratégias de ensino/aprendizagem
- Saúde humana
- Terceira idade
Financiamento
Não Possui Financiamento
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