Projeto de pesquisa, UFV
ESTRATÉGIAS DE SUPEROVULAÇÃO E CONTROLE DA REGRESSÃO LUTEAL PRECOCE PARA A PRODUÇÃO IN VIVO DE EMBRIÕES OVINOS
Descrição
O objetivo desse projeto é estudar (1) a viabilidade de novas vias de administração de gonadotrofinas administradas em dose única para a superovulação de ovelhas e (2) alternativas para o controle da regressão luteal em ovelhas. Um total de 45 ovelhas com idade entre 2 e 4 anos, escore de condição corporal entre 3 e 4, entre o quarto e o sétimo mês pós parto aleatoriamente distribuídas entre os tratamentos, superovuladas em intervalo de 60 dias em dois experimentos relacionados a duas atividades previstas no projeto. As ovelhas serão equitativamente distribuídas entre os tratamentos sendo sempre um deles o protocolo padrão (Embrapa) de superovulação que consiste na aplicação de 133 mg de FSH administradas pela via intramuscular (i.m.) em seis doses decrescentes (25-25-15-15-10-10%) iniciadas 60 h antes da retirada do dispositivo vaginal siliconizado contendo 300 mg de progesterona que permanecerá por nove dias. Os animais ainda receberão uma dose de 40 µg de d-cloprostenol, 25 µg de lecirelina e 300 UI de hCG i.m 12 h antes, 24 e 54 h depois da retirada do dispositivo vaginal, respectivamente. Na Atividade 01, as ovelhas serão superovuladas em blocos de oito a nove animais por dia (5 dias), metade delas recebendo o protocolo Embrapa (T-Controle, n=15). No tratamento 2 (T-Vaginal, n=15), o FSH será diluído em 1,5 mL de óleo de girassol e fracionado em três e administradas (cada fração) em esponjas vaginais estéreis que serão inseridas no mesmo momento da primeira dose de FSH em T-Controle com retirada e reinserção imediata do dispositivo siliconizado para colocação da esponja, sendo retiradas no mesmo momento do dispositivo siliconizado de T1. No tratamento 3 (T-Subcutâneo, n=15), o FSH será diluído em 3 mL de solução estéril e administrado em dose única no mesmo momento da primeira dose de FSH em T-Controle com colocação e retirada do dispositivo siliconizado no mesmo momento de T-Controle. Todas as demais administrações hormonais serão idênticas entre os tratamentos. As ovelhas serão a acasaladas com 10 machos (1:4-5 relação macho fêmea) de fertilidade comprovada com idade entre 2 e 6 anos, escore de condição corporal entre 3 e 4 devidamente balanceados por tratamento a cada 12 horas enquanto em estro. A coleta de embriões será feita pelo método não cirúrgico entre o sétimo e oitavo dias após o início do estro com administração i.m. de 40 µg de dcloprostenol e 0,5 mg de benzoato de estradiol 16 h antes da coleta e 50 mg de oxitocina 20 min endovenosa (i.v.) antes da coleta. Para a coleta, as fêmeas receberão 10 mL de solução iocina/dipirona (5 mL i.v e 5 mL i.m.), 0,5 mL de acepromazina 1% 20 min antes da coleta, 2 e 5 mL de lidocaína 2%, respectivamente, via epidural (sacral 5 e coccígea 1) e embebida em algodão aplicada no local de fixação das pinças de Pozzi (fornix vaginal) 5 min antes da coleta. Serão consideradas as seguintes variáveis: dinâmica folicular ovariana nos momentos correspondentes às aplicações 1, 3 e 6 de FSH, animais em estro (%), intervalo para o estro (h), duração do estro (h), número de coberturas, contagem e qualificação luteal (mode B e Doppler) nos dias 3 e 6 após início do estro; fêmeas coletadas (%), taxa de recuperação de estruturas embrionárias (%), número e qualidade de estruturas embrionárias coletadas, animais com corpos lúteos ativos. Variáveis qualitativas e quantitativas serão analisadas pelo teste exato de Fisher e análise de variância, respectivamente, com 5% de probabilidade mínima. Na ATIVIDADE 02, 45 ovelhas serão superovuladas e acasaladas com 8 machos conforme protocolo padrão (Embrapa) e submetidas às mesmas avaliações da ATIVIDADE 01 seguidas de administração i.m. de 300 UI de gonadotrofina coriônica humana diluídas em 1 mL de solução salina (T-hCG, n=15) ou 1,0 mL de solução salina (T-Salina, n=15) 36 horas após retirada do dispositivo ou três aplicações i.m. de flunixin-meglumine (2,2 mg/kg/dia) nos dias 4, 5 e 6 após a retirada do dispositivo vaginal (T-Flunixin, n=15) . Coletas de sangue serão efetuadas nos dias 4 a 7 após a retirada do dispositivo vaginal. Todas a fêmeas serão acasaladas após o final da atividade 4, retornando ao manejo reprodutivo periódico local (acasalamento no outono e parto na primavera). Embriões coletados serão criopreservados (Fonseca et al., 2018) para posterior avaliação in vitro.
Palavras-chave
- Superovulação
- Regressão Luteal Precoce
- Progesterona
- Embriões
- Ovinos
Grupo de pesquisa
Reprodução Animal da Embrapa
Financiamento
Com financiamento
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