Projeto de pesquisa, UFV
Efeitos da exposição crônica ao microplástico polipropileno no estresse oxidativo, intestino e cérebro de abelhas (Hymenoptera: Apidae): Diferenças de suscetibilidade entre Apis mellifera e Scaptotrigona xanthotricha
Descrição
Utilizado pela primeira vez em 2004, o termo ´microplástico´ refere-se a partículas plásticas com menos de 5 milímetros. Desde então, seu uso e investigação têm crescido significativamente diante da crescente preocupação com a contaminação ambiental e seus impactos sobre organismos vivos. Entre os organismos impactados destacam-se as abelhas, tanto espécies com ferrão quanto sem ferrão (Meliponini), que exercem papel essencial na manutenção da biodiversidade e na agricultura tropical. A espécie Apis mellifera Linnaeus, 1758 (Hymenoptera: Apidae) é amplamente empregada como modelo em pesquisas ecotoxicológicas, porém a espécie nativa Scaptotrigona xanthotricha Moure, 1950 (Hymenoptera: Apidae: Meliponini) possui grande importância como polinizadora, contribuindo significativamente para o equilíbrio ecológico da Mata Atlântica e para o aumento da produtividade agrícola na região neotropical, reforçando seu valor ecológico e econômico.Os impactos dos microplásticos em ambientes terrestres e em diferentes espécies de polinizadores, como as abelhas sem ferrão e as com ferrão, são ainda pouco compreendidos. Desse modo, o objetivo do estudo é avaliar os efeitos toxicológicos da ingestão de microplásticos de polipropileno sobre o estresse oxidativo, o intestino médio e o cérebro em abelhas recém-emergidas de Scaptotrigona xanthotricha e Apis mellifera. Para isso, as abelhas serão expostas por sete dias a concentrações de 0,5; 5 e 50 mg L?¹ de partículas de 1 ?m e 10 ?m, sendo possível assim identificar diferenças de suscetibilidade entre essas espécies em condições similares às ambientais.
Palavras-chave
- Microplásticos
- Polinizadores
- Polipropileno
- Toxicologia
Grupo de pesquisa
Morfologia Interna de Insetos
Financiamento
Com financiamento
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