Projeto de pesquisa, IFC
Avaliação da atividade biológica in vitro de extratos alcoólicos de própolis em fungos fitopatogênicos.
Descrição
A maçã (Malus domestica) e a uva (Vitis vinifera) são difundidas mundialmente no contexto da fruticultura de clima temperado, com importância econômica no Brasil, principalmente em Santa Catarina, maior produtor de maçã e quinto maior de uva do país. As características geoclimáticas do estado mostram-se propícias ao desenvolvimento dessas culturas, com elevadas altitudes e estações mais bem definidas. Entretanto, a região sofre com elevados índices de umidade, não só nas estações frias, mas principalmente nos períodos quentes, de maturação das frutas, fator que aumenta a taxa de contaminação das plantas e frutos por fungos fitopatogênicos, tornando necessário grande quantidade de aplicações de antifúngicos químicos durante os ciclos de produção. O desenvolvimento e uso de produtos biológicos ganha espaço frente aos agroquímicos convencionais, demonstrando a importância que a agricultura verde tem na diminuição da contaminação do ambiente de produção e das pessoas, que podem ter a saúde comprometida pela ingestão de alimentos com resquícios de agrotóxicos. A própolis é um material balsâmico produzido pelas abelhas a partir de ceras, resinas e outras substâncias extraídas de diferentes espécies de plantas, porém, em geral, possui expressiva propriedade antifúngica, sendo um material de origem natural potencialmente eficaz no combate a fungos fitopatogênicos e uma alternativa socioeconômica e ambiental adequada na progressiva diminuição do uso de produtos químicos na agricultura. Este estudo objetiva avaliar a capacidade da atividade biológica de diferentes dosagens de extratos alcoólicos de própolis e geoprópolis em combater o crescimento de fungos Colletotrichum gloeosporioides e Botrytis cinerea em meio de cultura in vitro, para o desenvolvimento de novas ferramentas de combate biológico a fitopatógenos de culturas comerciais. Para avaliar a capacidade dos extratos no controle do desenvolvimento in vitro dos fungos realizar-se-ão ensaios de inibição de crescimento micelial do Colletotrichum gloeosporioides e Botrytis cinerea, num experimento guiado em delineamento inteiramente casualizado (DIC) em fatorial 2X5X2, no qual serão utilizados como tratamentos extratos preparados em duas concentrações, mínima e máxima, de 0,5 e 5 mg/ml, respectivamente, para cada uma das cinto própolis diferentes utilizadas para avaliação no experimento, repetindo o processo para ambos os dois fungos estudados. Um disco micelial de cada fungo será transferido para o centro de meio de cultura ágar BDA previamente tratado com 1ml de extrato, para medição do diâmetro do micélio fúngico durante 15 dias em câmara de incubação BOD. As medições serão usadas para o cálculo do índice de velocidade de crescimento micelial, da taxa de crescimento micelial e do percentual de inibição de crescimento. Os resultados esperados nesse estudo, a partir da análise dos parâmetros avaliados, são demonstrar se os extratos etanólicos de própolis realmente possuem capacidade significativa de retardar e/ou impedir o crescimento e desenvolvimento dos fungos, para então poder avaliar se tais substâncias têm potencial de se tornarem produtos comerciais eficientes no combate a fitopatógenos na fruticultura de clima temperado.
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