Projeto de pesquisa, IFC
Tremoço: opção de proteína para a alimentação animal, redução nos custos de produção e aumento da rentabilidade do milho cultivado em sucessão
Descrição
Por ser uma leguminosa de inverno que se desenvolve em baixas temperaturas, o tremoço tem alta capacidade de adaptação a região oeste de Santa Catarina, podendo servir com uma nova alternativa de renda para produtores catarinenses. Além de ser comercializado como fonte de óleos e gordura vegetal, o tremoço poderá ser utilizado para alimentação de ruminantes devido ao seu alto teor de proteínas, o que pode vir a fornecer a nutrição de ruminantes, que estão presentes em grande escala na região, principalmente o gado leiteiro. O oeste catarinense tem um grande potencial para a produção de milho e para se obter altas produtividades é fundamental a aplicação de adubação nitrogenada, uma vez que o solo não fornece a quantidade necessária para as culturas de verão. Com a implantação do tremoço como cultura antecessora ao milho, aumenta-se a taxa de fixação de nitrogênio, com uma possível redução na dose de nitrogênio a ser aplicada. Consequentemente, otimiza-se o sistema de produção tornando-o mais sustentável, uma vez que minimizam-se as perdas e reduz-se a utilização e os custos com fertilizantes. Com tudo, são poucos os estudos relacionados ao crescimento e desenvolvimento desta leguminosa, bem como, sua influência na reciclagem e fixação de nitrogênio. Em função disso, o objetivo deste trabalho é desenvolver uma escala fenológica para o tremoço e determinar a melhor dose de nitrogênio a ser aplicado em cobertura no milho como cultura sucessora. O experimento será conduzido no Instituto Federal Catarinense Campus Concórdia, no município de Concórdia - SC. O mesmo será implantado em delineamento de blocos ao acaso, com parcelas subdivididas e três repetições. Nas parcelas principais será semeado: T1 - tremoço branco (Lupinus albus) solteiro, T2 - tremoço consorciado com aveia preta (Avena strigosa Schreb) e azevém (Lolium multiflorum) e T3 - aveia e azevém. Nas subparcelas, serão aplicadas quatro doses de nitrogênio (0, 50, 100 e 150 kg ha-1) na cultura do milho, na forma de uréia. Para avaliação da fenologia do tremoço, serão escolhidas 5 plantas ao acaso por parcela. Será avaliada a data de emergência, surgimento do primeiro ramo secundário, surgimento da primeira folha, início e fim de florescimento, início da formação do legume e início e fim da maturação, além disso, será realizada a contagem do número de ramos secundários. Ao término da maturação, as plantas de tremoço serão colhidas manualmente e será realizada a contagem do número de vages e número de grãos para análise de produtividade. Após a colheita do tremoço será realizada a semeadura do milho, sendo que cada parcela experimental será composta por 31,5 m de comprimento e 5,6 m de largura, compostas por 6 linhas de milho. Além disso, será avaliada a produtividade do milho. Os dados obtidos serão submetidos a análise de variância, e quando significativos as médias serão comparadas através do teste de Tukey a 5% de probabilidade, utilizando o programa SISVAR® (FERREIRA, 2011). Para determinar a dose que propicia a máxima produtividade e rentabilidade, será utilizado a equação ajustada entre produtividade e doses de N.
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