Projeto de pesquisa, IFC
Conservação pós-colheita de produtos vegetais, 2026-2027
Descrição
As perdas na pós-colheita dos produtos vegetais atingem valores altos, estimados em 30% ou mais da produção, podendo ocorrer em qualquer momento da cadeia, seja na colheita, transporte, armazenagem ou comercialização dos produtos. Vários exemplos podem ser citados como causas de perdas, como a desidratação, os damos mecânicos, os distúrbios fisiológicos, o uso de tempos e temperaturas inadequadas de armazenagem. O entendimento da forma de como estas causas ocorrem e soluções para evitá-las é de interesse de todos neste segmento, produtor, indústria, pesquisadores e consumidor. Produtos vegetais como frutas, hortaliças, grãos e cereais diversos estão presentes na dieta do ser humana e ofertá-los o ano todo com qualidade é o desafio constante dos produtores e empresas de armazenagem. Com estas considerações o presente projeto busca avaliar a qualidade e as alterações causadas pelos diferentes métodos de armazenagem em produtos vegetais visando obter informações e ferramentas que ajudem a mantê-los em condições de serem consumidos pelo maior tempo possível com qualidade aceitável, sem danos ou presença de fungos. Os trabalhos serão efetuados no laboratório de Pós-Colheita, no setor de Agricultura III e de Agroindústria do Campus Santa Rosa do Sul do Instituto Federal Catarinense. Os vegetais permanecerão armazenados em frio de acordo com suas tolerâncias de temperaturas por diferentes períodos de tempo. Amostras serão retiradas para análises físico-químicas em intervalos de tempo de acordo com a espécie vegetal e a cultivar. Na safra 2024-2025, um dos trabalhos realizados foi com pêssegos ‘Chimarrita’ em que foram aplicados diferentes tratamentos alternativos para conservação pós-colheita: T1: testemunha (apenas água); T2: hipoclorito de sódio 0,05%; T3: prata coloidal; T4: Ácido Cítrico; T5: Timorex Gold, T6: fungicida Iprodione. Os tratamentos foram armazenados em uma câmara fria a temperatura de 0o C, em bandejas envoltas por bolsa plástica e dentro de caixas plásticas. Nos resultados obtidos, pela manutenção da firmeza e do conteúdo de suco, o tratamento hipoclorito de sódio apresentou os melhores resultados, sendo superior ao testemunha e ao fungicida. Na safra 2025-2026 foram realizados trabalhos de conservação de nêsperas, maçãs ‘Eva, pêssegos ´Fascinio’, laranjas ‘Valência, em que foram aplicados diferentes tratamentos. Parte dos resultados serão apresentados na MICTI 2026. Na safra 2026-2027, o projeto visa aprofundar o conhecimento existente sobre a conservação de produtos vegetais, sendo um dos desafios dar prosseguimento as linhas de pesquisa. O projeto continuará o treinamento e capacitação de alunos do curso Técnico em Agropecuária. Este talvez seja o principal feito deste projeto, o de despertar em alunos o interesse pela pesquisa, dando-lhes treinamento, responsabilidade e pensamento crítico.
Candidatar-se
Entre na sua conta para enviar uma carta de intenção à coordenação deste projeto.