Projeto de pesquisa, IFAM
Analise do crédito rural no Sul do Amazonas, levantamento dos principais gargalos para os agricultores familiares e agroextrativistas.
Descrição
O sul do Amazonas, inserido no Arco do Desmatamento e na região AMACRO (fronteira entre Amazonas, Acre e Rondônia), consolidou-se como novo epicentro da destruição florestal na última década, respondendo por 76% do desmatamento nos três estados entre 2018 e 2022. Esse processo, impulsionado pela pecuária extensiva, grilagem e especulação fundiária, gera conflitos socioambientais, perda de biodiversidade e comprometimento dos serviços ecossistêmicos da Bacia Amazônica. Em contraponto à devastação, a agricultura familiar — praticada por ribeirinhos, extrativistas e quilombolas — emerge como alternativa sustentável por sua diversificação produtiva e menor impacto ambiental. Contudo, esses agricultores enfrentam enormes barreiras para acessar crédito rural. Dados recentes revelam que, enquanto cerca de R$ 9 bilhões financiaram propriedades envolvidas com desmatamento ilegal na região AMACRO, os pequenos produtores sustentáveis esbarram em exigências de garantias incompatíveis, burocracia excessiva e baixa capilaridade bancária. Diante desse cenário de exclusão financeira, torna-se urgente diagnosticar os entraves que dificultam o acesso ao crédito rural, visando formular políticas públicas que dinamizem o financiamento para a agricultura familiar sustentável, alinhadas às metas de redução do desmatamento e aos compromissos climáticos do Brasil.
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