Projeto de pesquisa, IFRS
ESCRAVIDÃO E TRÁFICO DE AFRICANOS ATRAVÉS DOS REGISTROS DE BATISMO (RIO GRANDE DO SUL, 1780-1850)
Descrição
Até pouco tempo atrás, acreditava-se que a escravidão, no Rio Grande do Sul, não tinha tido a importância, para a formação social e econômica da região, que teve no restante do Brasil. Todavia, nas últimas três décadas a historiografia reviu tal questão, apontando a importância da mão de obra escrava (e africana) para quase toda a capitania/província. Uma das vertentes dessa renovação historiográfica diz respeito ao tráfico atlântico de africanos. Milhares de africanos escravizados aportaram no Rio grande do Sul entre 1780 e 1850. Contudo, ainda é desconhecido para quais localidades e regiões do RS os africanos desembarcados no porto de Rio Grande, por onde chegavam os escravos comercializados para o RS, foram enviados. A principal razão para tal desconhecimento é a inexistência de fontes (sistemáticas) que documentassem essa migração por entre a província. Portanto, esta pesquisa se propõe a investigar quantos escravos africanos foram levados às pias batismais nas diferentes capelas do RS entre 1780 e 1850, verificando a representatividade de tal fonte para a análise do próprio tráfico de africanos para o sul da América portuguesa e, depois, para o sul do Império do Brasil. Como está sendo possível observar, tal representatividade parece ser bastante expressiva, sendo possível, no futuro, elaborar uma cartografia, a partir dos registros de batismo, dos africanos que viveram e trabalharam no RS no colonial tardio e, principalmente, na primeira metade do século XIX.
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