Projeto de pesquisa, IFRS
A dobradura de matemática potencializa o pensamento computacional: algoritmos (des)plugados criativos (4° ano)
Descrição
O projeto de pesquisa pretende estudar e aprimorar atividades manuais de dobradura de papel (diferenciar-se do orgami) passando pela resolução de problemas de matemática e a modelagem, até se configurar em um algoritmo (seja plugado ou desplugado, assim como escrito, visual, ou misto)para cada dobradura, através da metodologia do pensamento computacional. As dobraduras escolhidas serão as que contemplam os principais objetivos de conteúdos de matemática do ensino da Educação Básica, além da curiosidade da geração atual, pois através do manuseio, da ludicidade é possível construir conceitos de matemática com significado, e a apropriação das tecnologias, sejam desplugadas e/ou plugadas ocorre pela necessidade e também de uma forma natural pela geração dos estudantes atualmente. Assim, fomentar a conquista de um algoritmo para cada dobradura como um resultado que pode ser compartilhado aos professores da Escola Básica, segundo um detalhamento de plano de ensino construído pelo licenciandos, é um dos resultados na forma de produto imediato da pesquisa, além da contribuição do estado da arte das áreas: Educação Matemática e Informátiica na Educação, ancorados na Base Nacional Curricular Comum (BNCC) como emergente nos dias de hoje. Paralelamente pretende-se ir conquistando estas sistematizações das dobraduras e ir implementando em cursos de extensão promovidos por este grupo de pesquisa (que tem a parceria da ação de extensão com a 11 CRE, e 3 municípios da região do Litoral Norte Gaúcho), tanto para estudantes da Educação Básica como para Professores de Matemática e demais interessados que atuam na escola pública preferencialmente. No primeiro ano do projeto foi possível de desenvolver mais de 10 modelos de dobraduras desplugadas, e plugadas, aplicados em diferentes contextos e públicos, com resultados de criação e inovação, além do desenvolvimento de matemática muito além do planejado, ou seja, o projeto vem promvendo o aprender a aprender matemática para além da sala de aula e a apropriação do pensamento computacional para além das disciplinas, para a interdisciplinariedade. No segundo ano de projeto, desenvolveu-se o conceito de dobradura de papel modular, com mais de 18 algoritmos visuais, escritos e plugados desenvolvidos no geogebra, para promover a educação inclusiva por práticas investigativas. Além disso, a aplicação em escolas do sexto ano dos anos finais até o terceiro do médio, contemplou estudantes com diferentes necessidades de adaptação, indígenas em aldeia, e outras particularidade para evidenciar que a matemática desenvolvida com os recursos produzidos nesta pesquisa promove uma aprender pela pesquisa tanto nos docentes quanto nos estudantes, que foram respectiivamente atendidos, 297 e 1734. No terceiro ano, aprimorou-se os algoritmos das dobraduras desplugados e plugados em outras plataformas, além do geogebra, figma, mas genialy, e outros softwares para construções 3D, possibilitando algoritmos de teste de mesa em mais de uma forma - escrito e imagem -, e os plugados em forma estática com ação do usuário, os dinâmicos como animações e a exploração da combinação de formas de programar os algoritmos das dobraduras de papel para além do modelo da execuação mas a generalização de construção do pensamento matemática algébrico, de que dado o lado do quadrado de termine-se as dimensões e relações finais da dobradura de papel. O terceiro ano desenvolveu mais de 36 algoritmos de dobraduras diferentes, e atendeu em torno de 1389 estudantes da educação básica e 716 professores da educação básica, com o diferencial de que não apenas de matemática, pois os demais como artes, história, física e geografia, se identificam com o uso do recurso pedagógico desenvolvido. Além disso, novas demandas de dobraduras são solicitadas ao grupo do projeto demonstrando sua necessidade para 2026-2027. Foram 11 publicações acadêmicas do projeto em espaços científicos publicados além dos eventos de responsabilidade social como Feiras do Livro, e 5 periódicos.
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