Projeto de pesquisa, IFRS
Vozes invisibilizadas: trajetórias de mulheres cientistas e suas contribuições para o empoderamento feminino e a desconstrução de estereótipos de gênero na ciência
Descrição
A presente pesquisa tem como finalidade contribuir para a reconstrução crítica da história da ciência, evidenciando as trajetórias de mulheres cientistas na Física e na Astrofísica que foram invisibilizadas pela historiografia tradicional. Ao trazer à luz essas trajetórias, o estudo busca questionar os modelos hegemônicos de gênero e raça que estruturam a produção e o reconhecimento do conhecimento científico, propondo novas formas de compreender quem faz ciência e de que lugares esse fazer emerge. Temos como objetivo geral investigar as trajetórias de mulheres cientistas na área de Física e Astrofísica, invisibilizadas pela historiografia tradicional, de modo a compreender como a análise destas trajetórias pode contribuir para questionar modelos hegemônicos de gênero na ciência e, ao mesmo tempo, fomentar práticas educativas orientadas à promoção do empoderamento feminino na educação básica e superior. A pesquisa adota como metodologia a análise historiográfica, apoiada nos conceitos de Carlo Ginzburg, a partir do exame de documentos físicos (tradicionais e não tradicionais), além dos digitais, relacionados às produções científicas e às trajetórias dessas pesquisadoras. Como referencial teórico, são mobilizadas contribuições da epistemologia feminista e dos estudos de gênero, cujas reflexões permitem problematizar interseccionalidades, desigualdades e a produção do conhecimento científico. Além de recuperar percursos e contribuições historicamente silenciadas, a pesquisa busca dar voz às mulheres na ciência, reconstruindo uma história marcada por invisibilizações e exclusões. Tal movimento permite questionar a imagem cristalizada do cientista como homem branco, hétero, solitário e dotado de uma inteligência inata, ao evidenciar a pluralidade de sujeitos e de práticas que constituem o fazer científico. Nesse sentido, ao romper com narrativas hegemônicas, a pesquisa contribui para a valorização da diversidade e para o incentivo à maior participação de mulheres em campos científicos que, ainda hoje, permanecem socialmente identificados como “masculinos”.
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