Projeto de pesquisa, IFAL
Mais Ciência na Escola em Maragogi: contribuições da implantação de laboratórios maker à luz do modelo TMI-E
Descrição
Esta proposta de Iniciação Científica no Ensino Médio investiga as contribuições da implantação do Programa Mais Ciência na Escola – Juventude Maker Alagoas (PMCE-IFAL) nas escolas de Maragogi contempladas com laboratórios maker, tomando o modelo TMI-E (Think, Make, Improve e Explore), proposto por Albuquerque (2025), como referencial teórico-metodológico para caracterizar cenários de aprendizagem. O PMCE-IFAL é uma ação coordenada pelo Instituto Federal de Alagoas, vinculada à Chamada Pública CNPq/MCTI/FNDCT Conecta e Capacita nº 13/2024, com objetivo de promover letramento digital e educação científica por meio da implantação de laboratórios maker em escolas públicas, acompanhados de planos de atividades, formação de professores e bolsas para professores e estudantes (IFAL, 2026). Em Maragogi, o recorte empírico contempla cinco escolas: EMEB Dr. Edvaldo de Melo Sena, EMEB Dr. José Jorge de Farias Sales, EMEF Prof.ª Yone Silvia Henzel, EMEB Ayres Pereira da Costa e Escola Estadual Batista Accioly. A justificativa decorre de uma lacuna: embora laboratórios maker sejam defendidos como espaços potentes para aprendizagem ativa, pensamento computacional, criatividade, colaboração e resolução de problemas (PAPERT, 1980; BLIKSTEIN, 2013; MARTINEZ; STAGER, 2019), ainda são necessários estudos situados que descrevam, com evidências empíricas, como esses ambientes se consolidam em escolas públicas, quais condições favorecem ou dificultam sua apropriação pedagógica e que contribuições emergem para estudantes, professores e gestão escolar. A pesquisa dialoga com a BNCC e com a Computação na Educação Básica, que reforçam a importância do pensamento computacional, da cultura digital e da produção crítica com tecnologias (BRASIL, 2017; CNE/CEB, 2022), além de contribuir para os ODS 4, 9, 10 e 17. O objetivo geral é analisar as contribuições da implantação dos laboratórios maker do PMCE-IFAL nas escolas de Maragogi, caracterizando os cenários de aprendizagem sob a perspectiva do modelo TMI-E. A metodologia adota abordagem qualitativa, com estudo de casos múltiplos (YIN, 2015; STAKE, 2006), combinando análise documental, observação sistemática, diário de campo, entrevistas semiestruturadas e matriz de categorização. Os dados serão analisados por codificação temática e análise de conteúdo (BARDIN, 2016; SALDAÑA, 2016), com triangulação de fontes, validação por pares e devolutiva aos participantes. O bolsista PIBIC-EM atuará na revisão bibliográfica, organização documental, apoio à coleta, sistematização dos dados e preparação de produtos científicos, sempre sob supervisão do orientador. A questão norteadora é: de que modo a implantação dos laboratórios maker do PMCE-IFAL contribui para a constituição de cenários de aprendizagem nas escolas de Maragogi quando analisada pelas dimensões pensar, fazer, aprimorar e explorar do TMI-E? Como resultados, espera-se produzir: protocolo de observação baseado no TMI-E; diagnóstico analítico dos cinco laboratórios de Maragogi; matriz de evidências sobre as dimensões pensar, fazer, aprimorar e explorar; identificação de fatores facilitadores, barreiras e riscos de implantação; recomendações pedagógicas para a coordenação do PMCE-IFAL e escolas; relatório técnico; apresentação em evento institucional; e submissão de artigo científico. O estudo não executará nem financiará ações já custeadas pelo PMCE/CNPq; sua contribuição será científica, avaliativa e formativa, gerando evidências para qualificar a política pública e fortalecer a iniciação científica de estudante do ensino médio.
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