Projeto de pesquisa, UERN
Onomástica rosiana: antropônimos em Tutaméia de João Guimarães Rosa – o batistério das personagens femininas.
Descrição
A dissertação “Nomes de personagens em Guimarães Rosa”, de Júlia Conceição Fonseca Santos, defendida em 1964 e publicada em 1971, se dedica a analisar os antropônimos encontrados no conjunto da obra rosiana até então, nos seguintes livros: “Sagarana” (1946), “Corpo de Baile” (1956), “Grande Sertão: Veredas” (1956) e “Primeiras Estórias” (1962). Apesar do trabalho de SANTOS ser exaustivo e minucioso, açabarcando em torno de 1350 nomes, ele não abrange toda obra, porque Rosa publicou “Tutaméia” em 1967, três anos após a sua defesa de dissertação. Há, portanto, uma lacuna, uma fissura temporal, que deixa em aberto a tarefa de se pesquisar sobre os processos inventivos do autor ao batizar seus personagens a partir da última obra de Guimarães Rosa, o livro de contos curtos “Tutaméia”. O propósito da pesquisa é de, além da construção de um rol de antropônimos e de sua classificação, proceder a uma interpretação do batismo dos personagens dentro do contexto narrativo. Verificar se o processo de batismo dos personagens em “Tutaméia” segue a intenção consciente de Guimarães Rosa de acordo com o papel do personagem na trama, atribuindo aos seus nomes (onomástica) algo associado à sua personalidade ou destino narrativo, como ocorre na maioria dos personagens (antroponímia) de sua obra literária, sejam os protagonistas ou os secundários nas narrativas. Paulo Rónai, Cavalcanti Proença, Ana Maria Machado, Mary Lou Daniel, Walnice Nogueira Galvão e Nei Leandro de Castro servem como referências para pensarmos os aspectos formais da linguística experimentados nesta obra. O que se revela nos processos de criação e batismo dos personagens em “Tutaméia”? Neste processo, enfatizar o batistério das personagens femininas.
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