Projeto de extensão, UEMASUL
É SÓ PAPO DE MENINA?(EDITAL Nº 09/2025-PROEXAE/UEMASUL)
Descrição
presente proposta de projeto visa dar continuidade às atividades extensionistas que vem sendo realizadas com adolescentes e que vêm impactando de forma positiva suas vidas, possibilitando-lhes participar de discussões e ampliar seus conhecimentos sobre direitos sexuais e humanos, saúde sexual e reprodutiva e outros. Como sabemos a adolescência, é uma fase peculiar do desenvolvimento humano, marcada pelo amadurecimento da identidade pessoal e sexual (CAMPOS HM, 2011; FAIAL LCM et al., 2016; LINS LS et al., 2017), em que os jovens vivenciam a percepção do corpo, a descoberta do amor e do desejo, a busca por autonomia e o afastamento progressivo da família, aproximando-se de pares que compartilham dúvidas e curiosidades (TORQUATO BGS et al., 2017) e distanciamento dos pais, o pode gerar consequência negativas, como informações equivocadas, medos, culpas e preconceitos. Para tanto, as ações do projeto estão contempladas na área 3 - Objetivo 5 ODS – que visa alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas – Projeto direcionado às mulheres nas Ciência. É importante destacar que falar sobre sexualidade significa oferecer um espaço seguro para crianças e adolescentes conhecerem seus corpos, compreenderem a reprodução, gravidez, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de refletirem sobre convivência familiar, relações interpessoais, respeito à diversidade sexual, enfrentamento da violência de gênero e desenvolvimento de habilidades para lidar com sua própria sexualidade. Sabe-se que a ausência de acesso a informações confiáveis pode resultar em práticas nocivas à saúde física e mental (CAMILO VMB et al., 2009; ALMEIDA RAAS et al., 2017). Pesquisas tem apontado que é frequente a falta de conhecimento de adolescentes sobre a fisiologia feminina e métodos contraceptivos, mesmo após a maternidade (LARA MO et al., 2018), o que reforça a necessidade de implementar atividades educativas sobre saude sexual e reprodutiva no ambiente escolar. Para isto, uma das estratégias desenvolvidas pelo Governo Federal, foi a implantação do Programa Saúde na Escola, em 2007, que visa abordar nao apenas a educação sexual, mas tambem a gestação, parto, prevenção de abusos e enfrentar a violência de gênero, bem como fortalecer autoestima, autocuidado e compreensão da diversidade sexual e de gênero. No entanto, tem-se observado dificuldades com implementação do programa nas escolas, bem como do fortalecimento e ampliação das discussões sobre as temáticas relacionadas no ambiente escolar. Em pesquisa realizada por Figueiró (2020), verificou-se que menos de 20% das escolas públicas oferecem atividades sistematizadas sobre o tema da saúde sexual e reprodutiva. A respeito da problemática, não foram identificados registro de dados ou informações em Imperatriz/MA, o que torna fundamental, não apenas a realização de ações, mas também de pesquisas científicas com dados e informações concretas sobre a questão.
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