Projeto de extensão, UEMASUL
CLUBE DA FÍSICA: VER, FAZER E EXPERIMENTAR (EDITAL Nº 09/2025-PROEXAE/UEMASUL)
Descrição
O ensino de Física nas escolas públicas brasileiras enfrenta desafios históricos e persistentes. A descontextualização dos conteúdos, a ênfase excessiva em formalismos matemáticos, a ausência de laboratórios didáticos e a falta de estratégias pedagógicas inovadoras contribuem para o desinteresse de grande parte dos estudantes, refletindo-se tanto no baixo desempenho escolar quanto na reduzida procura por cursos superiores da área (SOUZA & MORTIMER, 2006; FRACALANZA, 2002). Diante desse cenário, é fundamental propor ações que rompam com a lógica da aula exclusivamente expositiva, promovendo a aprendizagem significativa e o desenvolvimento de competências científicas, sociais e críticas. A experimentação no ensino de Física surge, nesse contexto, como uma abordagem metodológica de destaque. Segundo Galiazzi et al. (2001), a prática experimental não deve ser vista apenas como ilustração de teorias, mas como oportunidade para problematizar fenômenos, formular hipóteses, testar ideias e construir conhecimento de forma ativa. Para além do ambiente escolar, a divulgação científica torna-se um instrumento potente na formação de uma cultura científica entre jovens e comunidades escolares. Segundo Chassot (1993), o ato de divulgar ciência contribui para democratizar o saber, aproximar o conhecimento científico da vida cotidiana e formar sujeitos mais críticos e autônomos. Já Massarani (2012) ressalta que as ações de popularização da ciência devem ser estratégicas no Brasil, especialmente em regiões onde o acesso à universidade ainda é limitado por barreiras econômicas, sociais e simbólicas. É nesse cenário que se insere o projeto “Clube da Física: ver, fazer e experimentar”, uma iniciativa de extensão universitária voltada à promoção da ciência em escolas públicas da região Tocantina do Maranhão. O projeto visa estimular o interesse de estudantes do Ensino Médio pela Física por meio de atividades interativas, experimentais e contextualizadas com o cotidiano local — como o uso de bicicletas, o aproveitamento de energia solar, as tradições culturais e os fenômenos naturais do Rio Tocantins. Além disso, busca-se incentivar o ingresso no curso de Licenciatura em Física da UEMASUL, aproximando os estudantes da universidade e promovendo vivências transformadoras de ensino, aprendizagem e pertencimento. Dessa forma, o projeto atua em duas frentes complementares: melhoria do ensino de Física nas escolas e incentivo à formação científica de novos licenciados, fortalecendo o papel social da universidade e contribuindo para o desenvolvimento regional sustentável, em consonância com as diretrizes do Plano Maranhão 2050 e com os objetivos estratégicos da UEMASUL no eixo Ensino–Pesquisa–Extensão.
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