Projeto de pesquisa, UFABC
Sobre a contemplação da natureza em Hegel e Schopenhauer
Descrição
Pretendemos comparar os modos como Hegel e Schopenhauer consideram a natureza em seus sistemas filosóficos. Como é possível para a filosofia interrogar a natureza? O que permite ao filósofo oferecer uma explicação da natureza? Tanto em Hegel quanto em Schopenhauer a natureza é abordada a partir de uma visão idealista: no caso de Schopenhauer, por meio da conjugação entre uma filosofia transcendental de inspiração kantiana e uma metafísica da natureza interpretada como “vontade”; no caso de Hegel, uma filosofia especulativa da natureza como parte integrante de um sistema estruturado em torno de uma lógica objetiva. Ambos se inspiraram na “filosofia da natureza” de Schelling, mas a desenvolveram numa direção distinta. Assim como em Schelling, ambos os filósofos desenvolveram uma estética a partir de suas concepções sobre a natureza. Em que medida as diferentes maneiras como cada filósofo aborda a natureza determinam diferentes considerações e posturas diante da totalidade natural? São posições absolutamente inconciliáveis e díspares ou encontram semelhanças e pontos de contato? Em que medida essas abordagens podem contribuir para o questionamento contemporâneo em torno da relação do homem com a natureza. Essas são algumas interrogações sobre as quais a presente pesquisa procurará refletir.
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