Projeto de extensão, UFABC
Divulgação da ciência e práticas museais: a educação científica a partir de exposições
Descrição
O projeto propõe a realização de três exposições científicas no campus Santo André da UFABC ao longo de 2026, abertas ao público espontâneo e à comunidade acadêmica, bem como a grupos escolares que enfrentam dificuldades de acesso a museus e centros de ciência na região do ABC. A iniciativa nasce da articulação entre pesquisadores(as), servidores(as) e estudantes que já atuam no campo da educação não formal, respondendo às demandas identificadas no território e às orientações do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), que reforça a necessidade de consolidar a UFABC como espaço científico e cultural de relevância social. A justificativa da proposta se apoia no fato de que, embora a região do ABC conte com alguns espaços de educação não formal, tais iniciativas ainda são insuficientes diante da dimensão populacional e da diversidade social do território. Além disso, esses equipamentos enfrentam restrições no acolhimento de públicos diversos, limitando-se, em grande parte, ao atendimento de segmentos específicos. Nesse cenário, as exposições na UFABC representam uma alternativa inovadora de democratização do acesso ao conhecimento científico e de ampliação da oferta cultural e educativa no ABC. Do ponto de vista acadêmico, o projeto oferece benefícios diretos ao processo de ensino-aprendizagem dos(as) discentes de graduação e pós-graduação, ao possibilitar sua inserção em práticas reais de mediação cultural e científica. Os estudantes assumirão protagonismo em diferentes etapas do projeto, ao mesmo tempo, em que desenvolvem competências relativas à comunicação pública das ciências. Para os cursos de graduação e pós-graduação, a proposta amplia oportunidades de formação em educação não formal e atende a demandas de estágios supervisionados e atividades complementares. Já para os(as) docentes, constitui um espaço legítimo para a divulgação de resultados de pesquisa, em sintonia com as exigências das agências de fomento e com o compromisso institucional de integrar ensino, pesquisa e extensão. A fundamentação teórica do projeto ancora-se nas transformações históricas do espaço museal (Cazelli; Marandino; Studart, 2003; McManus, 1992; Pedretti; Navas-Iannini, 2020), que evoluiu de espaços de conservação e exibição para ambientes democráticos, interativos e socialmente engajados. Nesse contexto, a mediação emerge como elemento central para garantir a comunicação entre a ciência e diferentes públicos (Mora, 2007; Wagensberg, 2001; Pavão; Leitão, 2007), permitindo experiências hands-on, minds-on, hearts-on e social-on. O projeto também se inspira em diretrizes da UNESCO (1990), que defendem uma educação de qualidade para todas as pessoas, incluindo públicos historicamente afastados das práticas científicas e culturais. A metodologia será organizada em quatro frentes de trabalho: (1) Planejamento das exposições, definindo temáticas, objetivos e cronograma, além do plano de divulgação; (2) Produção de materiais e montagem, com desenvolvimento de conteúdos, painéis e recursos de acessibilidade; (3) Divulgação e visitação, mobilizando escolas, comunidade local e público espontâneo por meio de estratégias digitais e parcerias institucionais; e (4) Mediação, avaliação e socialização, garantindo protagonismo discente, coleta de feedback dos visitantes e sistematização dos resultados em relatórios técnicos e acadêmicos. Os objetivos gerais do projeto são: (I) democratizar o acesso ao conhecimento científico na região do ABC, por meio de exposições científicas itinerantes; (II) promover o diálogo entre ciência, tecnologia e sociedade a partir da divulgação de resultados de pesquisa; (III) articular divulgação científica, lazer e formação cidadã, aproximando a universidade da comunidade; e (IV) oferecer oportunidades formativas a estudantes universitários no campo da educação não formal, com ênfase no exercício da mediação. Entre os resultados esperados, destacam-se: viabilizar a exibição de três exposições científicas ao longo de 2026; atender a diferentes perfis de visitantes, com meta de 1.000 pessoas; consolidar um espaço de formação técnica e cidadã para os(as) discentes, em consonância com os PPCs das licenciaturas; divulgar pesquisas desenvolvidas nos três centros da universidade (CCNH, CECS e CMCC); captar parcerias institucionais para garantir a continuidade do projeto; e contribuir para impactos sociais e culturais duradouros na região, fortalecendo a extensão universitária como dimensão estratégica do tripé ensino-pesquisa-extensão.
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