Projeto de pesquisa, UFAL
DESIGUALDADES SOCIAIS E DESFECHOS MATERNOS-FETAIS: DESENVOLVIMENTO DE FERRAMENTAS EDUCACIONAIS PARA GRUPOS HISTORICAMENTE VULNERABILIZADOS
Descrição
As desigualdades sociais em saúde constituem importante determinante da morbimortalidade materno-infantil, influenciando significativamente a ocorrência de desfechos adversos durante a gestação e o período neonatal. Fatores relacionados à escolaridade, raça/cor, condições socioeconômicas, acesso ao pré-natal e demais determinantes sociais da saúde podem interferir diretamente no cuidado materno e no desenvolvimento fetal, aumentando a vulnerabilidade de grupos historicamente excluídos. Embora diversos fatores clínicos relacionados às complicações gestacionais estejam bem estabelecidos, ainda existem lacunas acerca da interação entre vulnerabilidades sociais e desfechos materno-fetais em populações de alto risco atendidas em serviços públicos brasileiros. Este estudo tem como objetivo analisar a influência das desigualdades sociais e dos fatores clínicos maternos sobre os desfechos materno-fetais em gestantes de alto risco atendidas em maternidade de referência, além de desenvolver tecnologias educacionais inclusivas direcionadas a grupos historicamente vulnerabilizados. Trata-se de estudo observacional, analítico, retrospectivo, com abordagem quantitativa, utilizando dados secundários anonimizados provenientes de prontuários clínicos maternos e neonatais do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA/UFAL). O projeto CAAE 82079524.8.0000.0155 e foi aprovado conforme parecer 7.130.482. Serão analisadas variáveis sociodemográficas, clínicas, obstétricas e neonatais, incluindo idade materna, escolaridade, raça/cor, número de consultas pré-natal, comorbidades maternas, peso ao nascer, prematuridade, necessidade de suporte intensivo e complicações neonatais. Inicialmente serão realizadas análises descritivas e bivariadas, seguidas da construção de modelos de regressão logística multivariada para identificação de fatores associados aos desfechos adversos. A partir dos resultados obtidos, serão desenvolvidas tecnologias educacionais inclusivas baseadas em evidências científicas, incluindo cartilhas digitais e impressas, materiais gráficos, recursos multimídia e conteúdos voltados à divulgação científica e educação em saúde. Espera-se identificar grupos de maior vulnerabilidade, produzir ferramentas educativas acessíveis e contribuir para redução das desigualdades em saúde, fortalecimento das estratégias preventivas e aprimoramento da assistência materno-infantil.
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