Projeto de pesquisa, UFAL
O USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA A INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO POPULAR DE JOVENS E ADULTOS: contribuições à prática docente dos educadores populares do Programa Brasil Alfabetizado
Descrição
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) constitui uma modalidade educacional marcada historicamente pelo compromisso com a inclusão social e garantia do direito à escolarização de sujeitos que não tiveram acesso ou continuidade de estudos na idade regular. Nesse contexto, destaca-se o Programa Brasil Alfabetizado (PBA), política pública voltada à alfabetização de jovens, adultos e idosos em situação de vulnerabilidade social. Paralelamente, observa-se o crescimento das matrículas de estudantes público-alvo da Educação Especial na EJA, o que amplia a necessidade de práticas pedagógicas inclusivas e acessíveis. Diante das transformações tecnológicas contemporâneas, a Inteligência Artificial (IA) apresenta-se como recurso potencial para apoiar o planejamento docente, a adaptação de materiais pedagógicos e a promoção da inclusão escolar. Contudo, sua utilização exige formação crítica e ética dos educadores, especialmente no contexto da educação popular. Assim, o presente estudo tem como objetivo analisar o uso da Inteligência Artificial por educadores populares vinculados ao Programa Brasil Alfabetizado como estratégia de inclusão de estudantes com deficiência na Educação de Jovens e Adultos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter interventivo-formativo, fundamentada nos pressupostos da pesquisa-formação e da educação inclusiva. O estudo será realizado no município de Maceió/AL, envolvendo educadores populares do PBA que atuem com estudantes com deficiência. A coleta de dados ocorrerá em três etapas: mapeamento dos participantes, realização de curso formativo remoto sobre uso pedagógico da IA e entrevistas semiestruturadas. Os dados produzidos serão analisados por meio da técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin. Espera-se que a pesquisa contribua para a formação continuada dos educadores populares, favorecendo práticas pedagógicas mais inclusivas, acessíveis e alinhadas às demandas contemporâneas da educação. Além disso, pretende-se ampliar as discussões sobre o uso ético e pedagógico da Inteligência Artificial na EJA, produzindo subsídios científicos e práticos para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à inclusão educacional de jovens e adultos com deficiência.
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