Projeto de pesquisa, UFAL
Barreiras e Facilitadores à Reabilitação Pós-Acidente Vascular Cerebral: Perspectivas de Profissionais da Rede de Atenção à Saúde de Maceió, Alagoas
Descrição
Dentre os pilares para prevenção e tratamento do Acidente Vascular Cerebral (AVC), a reabilitação apresenta um dos menores níveis de implementação, especialmente em países de baixa e média renda. No Brasil, estudos recentes evidenciam lacunas importantes entre a reabilitação intra-hospitalar e o acompanhamento pós-alta, relacionadas à insuficiência de profissionais, dificuldades de acesso aos serviços e fragilidades na continuidade do cuidado. A fragmentação da transição entre os diferentes níveis de atenção pode impactar negativamente os desfechos dos indivíduos pós-AVC e permanece pouco compreendida. Dessa forma, este estudo tem como objetivo analisar o processo de transição do cuidado e fatores relacionados à implementação da reabilitação pós-AVC no âmbito do SUS no município de Maceió, identificando barreiras, facilitadores e estratégias potenciais para aprimorar a prática baseada em evidências. Trata-se de um braço de um estudo multicêntrico observacional, transversal e descritivo conduzido em nove cidades brasileiras. Nesta segunda fase do estudo, serão utilizados os serviços de reabilitação previamente identificados na etapa inicial do STRIDE. Profissionais envolvidos na assistência a indivíduos com AVC em serviços hospitalares, ambulatoriais e comunitários serão convidados a responder um questionário estruturado contendo informações sobre perfil profissional, organização da reabilitação, transição do cuidado, protocolos assistenciais, educação continuada e práticas baseadas em evidências. Posteriormente, as informações coletadas serão organizadas de acordo com o modelo COM-B (Capability, Opportunity, Motivation and Behaviour), permitindo identificar barreiras e facilitadores relacionados à implementação da reabilitação pós-AVC. Os achados serão integrados ao modelo Behavior Change Wheel (BCW), possibilitando identificar estratégias potenciais voltadas ao fortalecimento da continuidade do cuidado e à implementação de práticas baseadas em evidências. Espera-se que os resultados contribuam para uma melhor compreensão dos fatores que influenciam a organização da reabilitação pós-AVC, oferecendo subsídios para o desenvolvimento de estratégias de implementação e para o planejamento de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da linha de cuidado em AVC no SUS.
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