Projeto de pesquisa, UFAL
O AUTOCUIDADO MATERNO E GANHO DE PESO GESTACIONAL E SUA CORRELAÇÃO COM A EFICIÊNCIA PLACENTÁRIA E AS CONDIÇÕES CLÍNICAS NEONATAIS: ESTUDO PARALELO CONVERGENTE
Descrição
O autocuidado materno, incluindo uma alimentação equilibrada é fundamental no período gestacional, pois proporciona o adequado aporte calórico para a mãe e para o bebê, fornecendo nutrientes essenciais para que ocorra o bom desenvolvimento fetal (JUNIOR et al., 2022). Assim, o ganho de peso gestacional (GPG) pode refletir o estado de saúde da mãe e o crescimento do feto (RASMUSSEN; YAKTINE, 2009). Monitorar o GPG e garantir que permaneça dentro dos limites adequados é essencial para prevenir complicações, como parto cesáreo, crescimento fetal anormal, maior chance de ter bebês grandes para idade gestacional (GIG), e desenvolvimento de hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM) gestacional e pré-eclâmpsia, entre outras complicações (KOMINIAREK; PEACEMAN, 2017). Da mesma forma, torna-se importante avaliar a eficiência placentária, pois esta reflete a capacidade da placenta em sustentar o crescimento fetal (NTEEBA et al., 2020). A placenta fornece nutrientes e oxigênio através da circulação placentária (GANGAKHEDKAR; KULKARNI, 2021) e é responsável por realizar a interface fisiológica entre a mãe e o feto (BURTON; FOWDEN, 2015; BARTHES et al., 2025). Neste contexto, foi proposto este estudo buscando responder à pergunta: “o autocuidado materno e o ganho de peso gestacional convergem, divergem ou se complementam com a eficiência placentária e as condições clínicas neonatais de uma população no agreste alagoano?”. Compreendendo que nem a abordagem qualitativa nem a abordagem quantitativa sozinhas são suficientes para a compreensão do problema a ser estudado, justifica-se o desenvolvimento de um estudo de métodos mistos com o objetivo elucidar se o autocuidado materno e o ganho de peso gestacional convergem, divergem ou se complementam com a eficiência placentária e as condições clínicas neonatais. Desta forma, trata-se de um estudo de métodos mistos de desenho paralelo convergente, por triangulação concomitante, com nível de interação independente, com igual ênfase (QUAN+QUAL), com mistura ocorrendo na etapa de interpretação dos resultados (CRESWELL; CRESWELL, 2021). Na etapa quantitativa será realizado um estudo de estudo de corte transversal analítico. Na etapa qualitativa será conduzida uma pesquisa de abordagem qualitativa, descritiva, à luz da Teoria de Dorothea Orem (FONTANELLA et al., 2008), utilizando a técnica de análise de conteúdo de Bardin (BARDIN, 2016). A terceira e última etapa será desenvolvida atendendo à peculiaridade do estudo de métodos mistos, ou seja, momento em que ocorrerá a mistura dos resultados quantitativos e qualitativos, para gerar novos insights ou metainferências (CRESWELL; CRESWELL, 2021; LORENZINI; OELKE; MARCK, 2021). A hipótese deste estudo é que o baixo ou elevado ganho de peso gestacional resulte em baixo crescimento fetal por insuficiência placentária. Pressupõe-se, ainda, que estes resultados convirjam a um ganho de peso gestacional inadequado diretamente associado ao déficit de autocuidado e hábitos de vida não saudáveis.
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