Projeto de pesquisa, UFAL
DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE UTILIZANDO INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA DIAGNÓSTICO DA LEISHMANIOSE – FASE 1
Descrição
A leishmaniose é uma parasitose endêmica em 98 países e continua a ser um grave problema de saúde pública mundial. O diagnóstico precoce é crucial, mas o padrão-ouro microscópico depende de especialistas e é deficiente em regiões remotas do SUS. A Inteligência Artificial (IA) oferece uma solução promissora para automatizar e aprimorar esse diagnóstico. Diante desse cenário, o presente projeto tem como objetivo desenvolver um software inovador com IA para aprimorar o diagnóstico microscópico da leishmaniose, visando a prevenção e o controle dessa doença em populações vulneráveis e áreas remotas de Alagoas. Para tanto, será conduzido um estudo de acurácia controlada e quantitativa. É importante mencionar que o projeto já possui aprovação pelo CEP/UFAL. Serão analisadas 2724 imagens obtidas em bancos gratuitos de imagens (National Institutes of Health (NIH) / National Library of Medicine (NLM), Kaggle, Figshare, Zenodo e Dryad) para o treinamento do software, sendo 1362 positivas para doença e 1362 negativas. Após a identificação das imagens microscópicas, Redes Neurais Convolucionais (CNNs) e Transfer Learning serão empregadas no desenvolvimento e treinamento do software de IA. O desempenho será avaliado por acurácia, sensibilidade, especificidade, VPP, VPN, comparando com o padrão-ouro (resultado do exame microscópico das lâminas). A prototipagem do software focará em uma interface amigável e integração com diversos dispositivos de imagem. Assim, como resultados esperados, espera-se obter a geração de um software de IA prototipado para diagnóstico da leishmaniose com alta acurácia (sensibilidade e especificidade de 99%), eficiente, de baixo custo e com interface amigável, capaz de se acoplar a diversos dispositivos de imagem, em especial microscópio com câmera acoplada, considerando a heterogeneidade da infraestrutura do SUS. Projeta-se que o software também possa ser utilizado para capacitação de novos microscopistas, bem como para realização de telediagnóstico. Além disso, pretende-se também que haja o registro do software, publicações em periódicos científicos de alto impacto, e a formação de recursos humanos qualificados, impulsionando a capacidade tecnológica e a cultura de inovação. Assim, o projeto não é apenas inovador do ponto de vista tecnológico, mas também fundamental para atender às prioridades estratégicas de saúde pública do país, visando assim fortalecer o SUS.
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