Projeto de pesquisa, UFAL
Uso de protetores para mitigação de danos em abacaxi BRS Imperial por escaldadura solar
Descrição
Este projeto propõe a utilização de protetores solares agrícolas na cultura do abacaxi (Ananas comosus), variedade BRS Imperial, visando mitigar os danos causados pela crescente elevação da radiação solar e das temperaturas decorrentes do aquecimento global. Tais danos incluem a escaldadura de folhas e frutos, que reduz drasticamente a eficiência fotossintética das plantas, e a queima da casca dos frutos, tornando-os inapropriados para a comercialização. Esse problema tem afetado inúmeras culturas agrícolas, a ponto de popularizar o uso de protetores solares, que atuam refletindo a radiação solar sem bloquear a fotossíntese. O aumento da radiação solar e temperaturas acima de 35°C causam queimadura solar (escaldadura) nos frutos de abacaxi, gerando perdas que podem chegar a 70% da produção e depreciando o valor comercial, especialmente nas fases finais de maturação. No abacaxizeiro, as folhas expostas a altas temperaturas e à radiação excessiva tornam-se amareladas, evidenciando a escaldadura foliar e reduzindo severamente sua capacidade fotossintética, o que, consequentemente, diminui o peso e a qualidade comercial do fruto. Este trabalho será constituído por um experimento em blocos casualizados, com oito tratamentos, um controle e quatro repetições, com 20 plantas úteis por parcela. Os protetores solares são: Caulim, Sombryt BR e Sunround WP, e telas sombreadoras de 30% e 50%. Os protetores químicos serão pulverizados duas ou quatro vezes ao longo do ciclo vegetativo e, uma vez, nos frutos após o fechamento das últimas flores. As telas sombreadoras serão dispostas diretamente sobre as plantas, presas às próprias folhas no momento da primeira aplicação dos demais protetores, 60 dias após o plantio, e permanecerão até a colheita dos frutos. Mudas com 30 cm de comprimento serão plantadas em fileiras duplas, com cobertura plástica e irrigadas por gotejamento. Ao longo do ciclo vegetativo, a partir de 60 dias pós-plantio, serão avaliadas quinzenalmente variáveis como o comprimento da folha D, a coloração das folhas abertas, o teor de clorofila e a eficiência fotossintética. A indução floral será realizada quando a folha D das plantas do tratamento atingir entre 80 e 100 cm de comprimento, por meio de pulverização com Ethrel. Na pós-colheita, serão avaliadas as seguintes variáveis dos frutos: massa com e sem coroa, comprimento, diâmetro, Brix, acidez titulável e pH. Dados meteorológicos, como temperatura e radiação solar, serão acompanhados e analisados à luz dos resultados obtidos.
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