Projeto de pesquisa, UFAL
História e desenvolvimento regional: Projetos de instituições públicas na área de influência dos lagos no sertão do São Francisco: 1998-2026
Descrição
O presente projeto de pesquisa tem por finalidade catalogar e proceder a uma breve análise dos projetos executados na área dos lagos do rio São Francisco, visando o seu desenvolvimento regional, especialmente a partir da criação do Instituto Xingó, que funcionou entre os anos de 1998 e 2013. Parte da documentação produzida no instituto encontra-se nas dependências do Campus do Sertão, sob a guarda do curso de História, e compõe o acervo do Núcleo de Pesquisa, Extensão e Documentação do Sertão do São Francisco - NUPEDS. Além da análise do mencionado acervo, o projeto visa, também, mapear as ações governamentais ocorridas na região após a extinção do instituto. A necessidade de desenvolvimento regional foi concebida a partir da percepção histórica da “problemática dos desequilíbrios regionais no Brasil”. Na ótica de Cano, as causas dos desequilíbrios regionais foram “a débil integração primário-exportadora ao mercado internacional de parcelas da economia brasileira ao longo de sua história”, por isso, com exceção de São Paulo, foi menor o crescimento e a difusão econômica, provocando o precário desenvolvimento das relações capitalistas de produção, principalmente no Norte e Nordeste (Cano, 2007, p. 257) O ideário por trás da concepção e criação do Programa Xingó, depois Instituto Xingó, em 1998, buscava promover o desenvolvimento regional a partir do estudo e da execução de políticas públicas em diversos setores. O instituto contou com a participação de universidades como UFAL, UFS, UFBA, UFPE, UFRPE, UEFS, UNEB, além de órgãos como INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), CEPEL (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica) e EMBRAPA. O instituto era dotado das nove seguintes áreas de atuação: Arqueologia e Patrimônio Histórico; Educação; Turismo e hotelaria; Aquicultura; Atividades agropastoris; Biodiversidade da caatinga; Energia; Gestão Ambiental, Educação e Trabalho; e, Recursos hídricos. Os municípios atendidos localizavam-se nos estados de Alagoas, Bahia, Sergipe e Pernambuco, perfazendo um total estimado de 584.883 habitantes. As duas universidades que se revezaram na gestão do Instituto foram UFAL e UFS. A transferência da documentação produzida pelo Instituto, da CHESF para o curso de História no Campus do Sertão, significou a devolução à UFAL a gestão deste acervo valioso para a história. Temos por objetivo averiguar as ações posteriores a 2013, quando ocorreu a extinção do referido Instituto. Além da documentação administrativa e financeira, foram produzidos milhares de fotografias, projetos, relatórios, jornais, prospectos e livros em diferentes áreas. Este material necessita de organização para ficar disponível aos pesquisadores de diversos segmentos acadêmicos, embasar novos estudos e inspirar a produção de outras memórias. Nosso recorte temático é o sertão do São Francisco (região dos lagos artificiais) e suas histórias a partir do fim do século XX, com ênfase entre os de 1998 e 2013, período da criação e extinção do instituto, além dos anos posteriores até a atualidade para analisar os impactos dessa extinção e a implementação de novos projetos similares aos desenvolvidos pelo instituto. Partindo da evidência de que o sertão tem muitas histórias, buscaremos retomar o estudo dos diferentes temas elencados na introdução, além de formar e preservar acervos históricos, seja no formato documental, fotográfico ou digital.
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