Projeto de pesquisa, UFAL
Pesquisas para um Ponto de Memória certificado pelo IBRAM em Alagoas: "Lugares de Maceió na Memória"
Descrição
Este projeto tem por objetivo desenvolver pesquisas sobre o patrimônio histórico dos cinco bairros de Maceió que foram desmanchados em decorrência do risco de subsidência do solo pela mineração de sal-gema, que vem sendo praticada na região há cinco décadas. Essas pesquisas irão compor o Ponto de Memória Virtual intitulado “Lugares de Maceió na Memória”, criado pela proponente deste projeto junto Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e que em 2023 obteve certificação. Vinculada ao Ministério da Cultura, o IBRAM é uma autarquia federal responsável por formular, coordenar e fortalecer as políticas públicas para museus e memória no Brasil. Atualmente, Alagoas conta com apenas 4 pontos de memória certificados pelo IBRAM e o “Lugares de Maceió na Memória” é um deles. Em maio de 2026, a Política Nacional dos Pontos de Cultura foi reativada após 12 anos, por meio da 6ª Teia Nacional, com a assinatura do decreto que reestrutura o Conselho Nacional de Política Cultural pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O Ponto de Memória «Lugares de Maceió na Memória» consiste de uma rede sociocultural que desenvolve ações para a salvaguarda da memória coletiva de Maceió após o desmonte dos cinco bairros afetados pela subsidência em decorrência da mineração de sal-gema pela mineração. O objetivo deste ponto de memória é agrupar bases de dados de pesquisas sobre o assunto, como o mapeamento do patrimônio histórico, coletivos de fotografias que vem registrando a tragédia desde 2018, trabalhos acadêmicos científicos. Agrega ainda o projeto «Cidade de Afetos», que resgata as histórias de vida dos ex-moradores, constituindo um importante acervo de memórias individuais que permitem a construção da memória coletiva. As pesquisas propostas neste projeto visam a continuação do repositório de trabalhos científicos já iniciado pela pesquisadora coordenadora deste projeto, bem como do mapeamento das edificações que compunham os cinco bairros que não mais existem. Este mapeamento teve início em 2021 com a criação do mapa “Maceió afundando”, único disponível sobre o assunto, que já teve mais 16.600 visualizações (disponível no próprio site do mapa). Diante da ausência de informações sobre a situação do patrimônio histórico da área pela empresa responsável – já apontada durante a CPI da Braskem em 2024 – esse Ponto de Memória se faz extremamente necessário também para contribuir com a credibilidade da UFAL junto à população, agrupar e facilitar o acesso às pesquisas que vem realizando sobre o caso.
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