Projeto de pesquisa, UFERSA
Avaliação do potencial antimicrobiano do extrato pirolenhoso de eucalipto (Eucalyptus urograndis) I144 em microrganismos presentes em cutias (Dasyprocta leporina)
Descrição
Diante do crescente avanço da resistência antimicrobiana e da necessidade de desenvolvimento de alternativas terapêuticas mais sustentáveis, compostos naturais de origem vegetal têm se destacado como promissores agentes no controle de microrganismos. Paralelamente, o manejo sanitário de animais silvestres, especialmente em ambientes de cativeiro, demanda estratégias eficazes e seguras que minimizem impactos ambientais e riscos à saúde pública. Nesse contexto, espécies como a cutia (Dasyprocta leporina), de relevância ecológica no semiárido brasileiro, tornam-se importantes modelos para estudos que integrem saúde animal, conservação e inovação tecnológica. O presente projeto tem como objetivo avaliar o potencial antimicrobiano do extrato de eucalipto no controle de microrganismos isolados do trato urinário de cutias, com ênfase em bactérias de interesse clínico. A pesquisa propõe investigar a eficácia in vitro do extrato de Eucalyptus spp., considerando suas propriedades bioativas já descritas na literatura, frente a cepas bacterianas potencialmente patogênicas, como espécies do gênero Pseudomonas. Adicionalmente, o estudo incorpora abordagens inovadoras, como o uso de extrato pirolenhoso e a aplicação de sistemas de liberação baseados em nanopartículas, com o intuito de potencializar a atividade antimicrobiana, aumentar a estabilidade dos compostos e otimizar sua aplicação. A metodologia inclui etapas de isolamento e identificação microbiológica, bem como testes de sensibilidade antimicrobiana, utilizando ensaios como difusão em disco e determinação da concentração inibitória mínima (CIM). O projeto está fundamentado na abordagem da Saúde Única (One Health), ao integrar saúde animal, humana e ambiental, além de dialogar com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e 15 (Vida Terrestre). Espera-se que os resultados contribuam para o desenvolvimento de alternativas sustentáveis ao uso de antimicrobianos convencionais, promovendo avanços nas práticas de biossegurança, no manejo de fauna silvestre e na aplicação de produtos naturais com potencial biotecnológico.
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