Projeto de pesquisa, UFAL
DESFECHOS CLÍNICOS DA CRANIECTOMIA DESCOMPRESSIVA EM COMPARAÇÃO À CRANIOTOMIA EM ADULTOS COM HEMATOMA SUBDURAL AGUDO: REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE
Descrição
O hematoma subdural agudo (HSDA) associado ao inchaço hemisférico ipsilateral representa uma das emergências neurocirúrgicas de maior morbimortalidade, acometendo predominantemente adultos jovens e impondo elevado ônus ao sistema de saúde. A escolha entre craniotomia e craniectomia descompressiva para evacuação dessas lesões permanece controversa na literatura: embora as diretrizes da Brain Trauma Foundation recomendem a evacuação cirúrgica imediata nesses casos, não há consenso sobre qual técnica oferece melhores desfechos clínicos. O ensaio clínico RESCUE-ASDH (2023), o maior trial randomizado sobre o tema, não demonstrou diferença significativa entre as abordagens, porém sem estratificar os resultados por parâmetros tomográficos. Diante disso, o presente projeto propõe uma revisão sistemática com meta-análise comparando os desfechos da craniectomia descompressiva e da craniotomia em adultos com HSDA associado a inchaço hemisférico. A busca será realizada nas bases MEDLINE, EMBASE, Cochrane CENTRAL, Web of Science e Scopus, sem restrição de idioma ou data. Serão incluídos ensaios clínicos randomizados e estudos de coorte. Os desfechos de interesse são: mortalidade, desfecho funcional pela Glasgow Outcome Scale Extended (GOS-E), necessidade de reoperação, hidrocefalia pós-traumática, complicações cirúrgicas e desfechos neurocognitivos e comportamentais. A análise estatística será conduzida no ambiente R, com modelo de efeitos aleatórios, forest plots, meta-regressão com gráfico de bolhas, análise de sensibilidade leave-one-out e avaliação do viés de publicação pelo gráfico de funil e teste de Egger. Como diferencial metodológico, será realizada análise de subgrupo pré-especificada por Índice de Zumkeller e desvio de linha média (faixas < 5 mm, 5–10 mm e > 10 mm) nos estudos que disponibilizarem dados tomográficos, explorando se o efeito da técnica cirúrgica sobre os desfechos varia conforme o grau de compressão cerebral. O risco de viés será avaliado pelas ferramentas RoB 2 e ROBINS-I, e a qualidade da evidência pelo sistema GRADE. Espera-se que os resultados deste projeto contribuam para consolidar evidências científicas sobre a técnica cirúrgica mais adequada para pacientes com HSDA, subsidiando decisões clínicas mais precisas e individualizadas no manejo neurocirúrgico do trauma cranioencefálico grave.
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