Projeto de pesquisa, UFERSA
Cultivo de genótipos de eucalipto sob estratégias de irrigação com água produzida do petróleo associada a bioestimulante
Descrição
A escassez hídrica no semiárido brasileiro tem impulsionado a busca por fontes alternativas de água para uso agrícola, entre elas a água produzida proveniente da indústria petrolífera. No entanto, sua elevada salinidade e presença de íons potencialmente tóxicos podem comprometer o desenvolvimento vegetal e a qualidade do solo. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo avaliar o crescimento e as respostas fisiológicas de genótipos de Eucalipto submetidos à irrigação com distintos regimes hídricos usando água produzida do petróleo associada à aplicação de bioestimulante microbiano. A pesquisa será conduzida em casa de vegetação, sendo composta por dois experimentos paralelos. No experimento 1 será adotado o fatorial 3 x 4 x 3 com 4 repetições, totalizando 144 parcelas. Os fatores avaliados serão: três genótipos de Eucalipto (G1: KL104; G2: GG2808; G3: AEO0144); quatro concentrações de bioestimulante Bioasis Power® (0, 250, 500 e 750 mL/ha), um ativador microbiológico formulado à base de Bacillus aryabhattai, Bacillus circulans e Bacillus haynesii; 3 turnos de rega (1, 4 e 7 dias) usando água produzida do petróleo proveniente da empresa Brava Energia®. No experimento 2 será utilizado o fatorial 2 x 4 x 3, também com quatro repetições, totalizando 96 parcelas. Os tratamentos do experimento 2 serão constituídos por dois genótipos (G1: KL104; G2: GG2808); quatro concentrações de bioestimulante Bioasis Power® (0, 250, 500 e 750 mL/ha), o mesmo produto utilizado no experimemto 1; três turnos de rega (1, 4 e 7 dias) usando água produzida (AP) proveniente da empresa Mandacaru Energia®. Espera-se identificar genótipos de eucalipto mais tolerantes à irrigação com água produzida do petróleo, bem como definir o turno de rega e a dose ideal de bioestimulante microbiano para atenuar os efeitos do estresse salino. A aplicação do bioestimulante deverá favorecer o crescimento, a eficiência no uso da água e a estabilidade fisiológica das plantas. No solo, são previstas alterações químicas, como aumento da condutividade elétrica e do teor de sódio, sem comprometer significativamente o desenvolvimento vegetal no período experimental.
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