Projeto de pesquisa, UFAL
Carcinoma Hepatocelular em Pacientes com Esquistossomose mansônica na forma hepatoesplênica: uma revisão sistemática
Descrição
O carcinoma hepatocelular (CHC) é a forma mais prevalente de câncer primário de fígado e a terceira causa de morte por câncer no mundo. Seu desenvolvimento ocorre predominantemente sobre hepatopatias crônicas, especialmente cirrose associada às infecções pelos vírus das hepatites B (VHB) e C (VHC) e ao consumo excessivo de álcool. A esquistossomose mansônica na forma hepatoesplênica é uma doença parasitária endêmica no Nordeste brasileiro, particularmente em Alagoas, e leva a fibrose periportal progressiva e hipertensão portal, mecanismos que compartilham vias patogênicas com a cirrose hepática. A coexistência de esquistossomose e hepatopatias crônicas pode, portanto, potencializar o risco de hepatocarcinogênese. Apesar da relevância epidemiológica dessa sobreposição, são poucas as revisões sistemáticas que avaliam de forma abrangente essa associação combinada. Logo, o objetivo do estudo é selecionar, avaliar criticamente e sintetizar as evidências científicas relevantes disponíveis sobre a associação entre carcinoma hepatocelular e esquistossomose mansônica combinada a hepatopatias crônicas (hepatite B, hepatite C e cirrose alcoólica). Para isso será conduzida revisão sistemática com busca nas bases MEDLINE (PubMed), EMBASE, ISI Web of Science, Scopus e SciELO, sem restrição de idioma ou data. Espera-se mapear as evidências disponíveis sobre o papel da esquistossomose como cofator de hepatocarcinogênese em pacientes com hepatopatias crônicas, identificar lacunas do conhecimento e subsidiar políticas de rastreamento de CHC em regiões endêmicas do Brasil.
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