Projeto de pesquisa, UFERSA
SOBRE ACESSO E A PERMANÊNCIA: EXPERIÊNCIAS, BARREIRAS E ESTRATÉGIAS DE INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA NA FORMAÇÃO MÉDICA NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO
Descrição
A ampliação das políticas de ações afirmativas voltadas às pessoas com deficiência, especialmente após a promulgação da Lei nº 13.409/2016, contribuiu para o aumento do acesso desse público ao ensino superior brasileiro. Entretanto, a garantia do ingresso não assegura, por si só, condições adequadas de permanência, participação e desenvolvimento acadêmico, particularmente em cursos historicamente marcados por elevadas exigências cognitivas, pedagógicas e práticas, como a Medicina. Embora universidades públicas tenham implementado núcleos e políticas de acessibilidade, persistem desafios relacionados às barreiras arquitetônicas, comunicacionais, pedagógicas, tecnológicas e atitudinais que podem comprometer a experiência acadêmica dos estudantes com deficiência. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar as experiências de acesso, permanência e participação acadêmica de estudantes com deficiência matriculados nos cursos de Medicina da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) e da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), identificando barreiras, estratégias de enfrentamento e possibilidades de fortalecimento das políticas institucionais de inclusão. Trata-se de uma pesquisa de abordagem mista, desenvolvida em duas etapas complementares. Inicialmente será aplicado um questionário estruturado para caracterização dos participantes e levantamento das principais experiências relacionadas à acessibilidade e inclusão. Posteriormente serão realizadas entrevistas semiestruturadas com estudantes que manifestarem interesse em aprofundar suas experiências acadêmicas. Os dados quantitativos serão submetidos à análise estatística descritiva e os dados qualitativos à análise temática reflexiva. Espera-se produzir evidências capazes de subsidiar o aprimoramento das políticas institucionais de inclusão, permanência e acessibilidade, contribuindo para a construção de ambientes formativos mais equitativos e comprometidos com a diversidade.
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