Projeto de pesquisa, UFAL
MINERAÇÃO E QUESTÃO SOCIAL EM MACEÍO-ALAGOAS: UMA ANÁLISE A PARTIR DO CRIME SÓCIOAMBIENTAL, EXPROPIAÇÃO DE TERRAS E VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS
Descrição
Está em curso em Maceió-AL “o maior crime corporativo ambiental do planeta em área urbana”. Mansur, Wanderley (2023), resultado da mineração predatória do minério de sal-gema, sem regulação estatal nem da sociedade civil. Além do deslocamento forçado de mais de 60 mil pessoas diretas e 200 mil indiretas, existe uma população que ainda está à mercê da proteção social do Estado e da indenização da mineradora. Muitos equipamentos/políticas públicas foram desterritorializadas, diversas (os) trabalhadoras (es) perderam seus empregos e comércios locais, sem contar que na Comunidade Flexal as indenizações ainda não são uma realidade, e a população sofre com a falta de segurança, mobilidade urbana e pressão para saírem a qualquer momento pelo risco de desabamento. Diante esta realidade, que não passa despercebida na capital, a partir de pesquisa qualitativa, bibliográfica, documental, trabalhos de campo nos bairros atingidos e de interlocuções com o Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB), analisa-se a relação entre a mineração, crime socioambiental, processo de expropriação de terras e a violação sistemática dos diretos humanos pela Braskem em Maceió-AL. A realização de trabalhos de campo nos bairros atingidos contará com colaboradoras (es), vítimas ou militantes desta problemática na capital, e buscará identificar as formas de mobilização e resistência popular diante ao crime e ao Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF). Espera-se que esta pesquisa contribua com a produção do conhecimento crítico no Serviço Social, que enquanto profissão inserida na divisão social, técnica e racial do trabalho convive cotidianamente com os desafios que a mineração e o crime socioambiental impuseram para a população, sobretudo a mais pauperizada. A questão social, objeto de intervenção profissional da(o) Assistente Social, que já era latente na capital, foi aprofundada a partir de 2019 e traz diversos desafios relacionados à análise e à intervenção profissional, diante sérias violações de direitos humanos na capital alagoana.
Candidatar-se
Entre na sua conta para enviar uma carta de intenção à coordenação deste projeto.