Projeto de pesquisa, UFERSA
UM ESTUDO HISTÓRICO SOBRE A REPRESENTAÇÃO DO FEMININO NEGRO NA LITERATURA INFANTIL: do clássico ao contemporâneo disponível nas escolas
Descrição
Este projeto de pesquisa analisa a representação do feminino negro em obras de literatura infantil disponibilizadas em bibliotecas/salas de leitura de escolas públicas da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. O desafio surgiu do acúmulo de inquietações provenientes dos resultados do projeto “Da possibilidade da criança negra se ver representada: um estudo sobre as bibliotecas e os empréstimos de livros de literatura infanto-juvenil negra em escolas públicas do RN central”. Tais dúvidas culminaram na seguinte questão de pesquisa: a representatividade das infâncias negras femininas, em obras de literatura infantil, contribui para a desconstrução dos estereótipos e discriminações do feminino negro? Apresenta evidencias da resistências e do protagonismo negro infantil feminino? O objetivos geral é analisar obras literárias infantis, no sentido de interpretar se a magia e o encanto das histórias se aliam aos propósitos da representatividade infantil negra feminina. A importância da pesquisa está relacionada ao fortalecimento social e cultural das crianças/meninas negras e da compreensão que a literatura infantil em sua diversidade pode se aliar aos propósitos da representatividade infantil negra feminina, como parte das exigências da Lei nº 10.639/2003 e das políticas de ações afirmativas. Do ponto de vista teórico, nos filiamos à pedagogia crítica, emancipadora, decolonial, intercultural (Fanon, 2008; Freire, 1996, 2004; Gomes, 2006; Mignolo, 2017; Quijano, 2005; Walsh, 2009), cuja base epistemológica e histórica se funda no paradigma humano e étnico-racial. Nesse sentido, nos conduz a pensar o trabalho com a literatura infantil a partir da linguagem artística, da imaginação, da fruição, do belo e ser expressão de humanidade, representatividade e empoderamento, pelo seu potencial formativo, possibilitando as meninas/mulheres negras novas aprendizagens, posicionamentos e protagonismo. A metodologia é de natureza qualitativa, com fundamento em Minayo (1998), quando propõe compreender os fenômenos em seus contextos e realidades sociais. Na particularidade das análises de obras infantis adotamos a Análise de Conteúdo (Bardin, 1977), a partir da análise temática, considerando suas fases: a pré-análise, procedimento de exploração, mapeamento e organização dos materiais. A exploração do material, procedimento de seleção e leitura com o objetivo de decodificar e categorizar tematicamente todo o material a ser analisado e o tratamento dos resultados, fase de interpretação e análise do conteúdo.
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