Projeto de pesquisa, UFAL
Monitoramento de esquistossomose em áreas endêmicas de Alagoas: validação de metodologias inovadoras
Descrição
A esquistossomose mansoni é um agravo prevenível e tratável, tem por agente etiológico o trematódeo Schistosoma mansoni, a infecção pode cursar assintomática ou sintomaticamente, podendo evoluir para o óbito. Alguns fatores são determinantes para a ocorrência da esquistossomose mansoni em dado local, que incluem a presença do hospedeiro definitivo (ser humano) e hospedeiro intermediário (caramujos do gênero Biomphalaria) ambos infectados com S. mansoni e condições socioambientais deficitárias. Esse trabalho visa a validação de protocolo para vigilância ambiental em focos de transmissão de Schistosoma mansoni no estado de Alagoas, auxiliando o Programa de Controle de Esquistossomose (PCE), pois contribuirá para melhorar as ações dos técnicos das secretarias municipais e estadual de saúde na execução das ações de prevenção e controle realizadas pelo PCE. Para isso, as técnicas utilizadas serão realizadas conforme os Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) utilizados no laboratório de referência em Esquistossomose da Fiocruz Minas, em coleta, identificação e exame dos moluscos (por estímulo luminoso e por esmagamento entre placas de vidro), identificação das cercárias de Schistosoma mansoni, coleta e filtragem da água para análise de eDNA, utilizando técnicas moleculares. Por se tratar de um projeto cujo objetivo é a implementação de metodologias especializadas, não há previsão de recrutamento de participantes nem o manejo de informações pessoais ou amostras biológicas humanas. Portanto, em conformidade com a Resolução 466/12, não há exigência de submissão da proposta ao sistema CEP/CONEP. Igualmente, não haverá coleta e/ou intervenção em animais, justificando dispensa da submissão do projeto à Comissão de ética no uso de animais (CEUA).
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