Projeto de pesquisa, UFAL
Influência das teleconexões oceânicas na variabilidade pluvial do Estado de Alagoas, Nordeste do Brasil
Descrição
A variabilidade espacial e temporal (interanual) da distribuição de chuvas no nordeste brasileiro está intimamente relacionada com as mudanças nas configurações de circulação atmosférica de grande escala e com a interação oceano-atmosfera. Na maioria dos anos com ocorrência de El Niño foi observadas chuvas abaixo da média no setor norte do Nordeste e no Semiárido. Outro agente influenciador é o Dipolo do Atlântico. Diante da variabilidade no regime temporal e espacial da precipitação nas diferentes sub-regiões do Estado de Alagoas, houve á necessidade de um estudo estatístico a fim de estabelecer as características do regime pluvial mensal e anual e na estação chuvosa e correlacionar os quantitativos com os anos de ocorrências do fenômeno EL Niño e La Niña, e, Dipolo sendo essas determinações os objetivos principais deste trabalho. Tendo ainda, os seguintes objetivos específicos: I. Caracterizar a variabilidade espaço-temporal da precipitação pluvial em Alagoas, identificando os padrões sazonais e interanuais, por sub-regiões; II. Identificar e classificar os anos de excesso e déficit pluvial no Estado de Alagoas e associar às diferentes fases das teleconexões oceânicas; III. Analisar as diferentes intensidades do ENOS (Fraco, Moderado e Forte) e a influência na precipitação, por sub-regiões, em Alagoas; IV. Avaliar a influência do Dipolo do Atlântico em suas duas fases, positiva e negativa, sobre a distribuição espacial e os totais pluviais em Alagoas, identificando as sub-regiões mais sensíveis a essa forçante; V. Quantificar e testar a significância estatística das correlações entre os índices oceânicos de teleconexão (ONI e Dipolo do Atlântico) e as séries de precipitação das sub-regiões alagoanas. Utilizar-se-ão séries de dados mensais e anuais de precipitação pluvial de Xavier et al. (2022) e analisadas para as quatro sub-regiões pluvias distintas de Alagoas, definidas por Cabral Júnior et al. (2026). De posse dos dados, serão aplicadas as estatísticas descritivas, para caracterização pluvial mensal, sazonal e anual utilizando-se as medidas de tendência central (média e mediana) e de dispersão (desvio-padrão, coeficiente de variação, valores mínimo e máximo, e amplitude inter-quartilica). A anomalia da chuva também será analisada, considerando a diferença entre o valor observado e o valor esperado (média climatológica). As análises de correlações serão realizadas, cujas variáveis a serem correlacionadas serão a precipitação com os índices de teleconexões oceânicas (ONI e Dipolo do Atlântico). Será verificado o pressuposto de normalidade (teste de Shapiro-Wilk) para verificar a aderência das distribuições à curva normal. Em função dos resultados, serão empregados o coeficiente de correlação de Pearson (para distribuições normais) ou o coeficiente de Spearman (para distribuições não paramétricas). Em todos os testes, serão adotados um nível de significância estatística de 5% (p < 0,05).
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