Projeto de pesquisa, UFAL
Cuidados culturais em territórios tradicionais: fortalecendo práticas de cuidado à saúde mental na atenção primária.
Descrição
O presente projeto de pesquisa trata-se de uma pesquisa em rede em saúde coletiva de natureza aplicada e estratégica, caracterizada como um estudo qualitativo com perspectiva metodológica da pesquisa participante com foco na pesquisa colaborativa não extrativista. O estudo tem como objetivo Analisar os cuidados culturais presentes em uma comunidade quilombola e um território indígena do agreste de Alagoas e suas relações à promoção da saúde mental junto a atenção primária à saúde. A metodologia da pesquisa será guiada pela pesquisa colaborativa não extrativista e será desenvolvida em uma comunidade quilombola e uma aldeia indígena do agreste de Alagoas. Terá como população do estudo moradores de ambas as comunidades. A pesquisa será desenvolvida em 2 etapas: 1ª. Detecção precoce em saúde mental nos territórios e identificação dos cuidados culturais. Os resultados da pesquisa possibilitarão: 1) Detecção da incidência de transtornos mentais comuns entre populações tradicionais; 2) Identificação dos níveis de cobertura e acesso aos cuidados em saúde mental em comunidades tradicionais do agreste de Alagoas; 3) Mapeamento das necessidades em saúde mental de populações quilombolas e indígenas, levando em conta suas especificidades socioculturais; 4) Identificação dos problemas e potencialidades na rede de atenção primária e psicossocial em relação aos cuidados em saúde mental dirigidos a comunidades tradicionais. O estudo apresenta-se relevante tanto pela de investigações epidemiológicas em saúde mental e/ou dificuldade de acesso aos dados de saúde das populações tradicionais mascaram a real dimensão dos problemas vividos cotidianamente nas comunidades tradicionais quanto pela necessidade de visibilizar as práticas de cuidado à saúde mental presentes nas comunidades tradicionais e os percursos que seus moradores trilham no acesso aos serviços de atenção primária, atuando no fortalecimento diálogos aos cuidados culturais possíveis entre as conhecimentos populares de saúde mental nos territórios tradicionais.
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