Projeto de pesquisa, UFPE
BIODOSIMETRIA PARA AVALIAÇÃO DA RADIOSSENSIBILIDADE DE PACIENTES COM CÂNCER
Descrição
Objetivo: Investigar o emprego de técnicas biodosimétricas como ferramenta laboratorial de análise preditiva de radiossensibilidade individual de pacientes com câncer, sobretudo câncer de próstata, os quais serão submetidos à radioterapia. Caracterização do Problema/Justificativa: A oncologia de precisão é um campo multidisciplinar que busca o tratamento individualizado e adaptado a cada paciente e seu tumor, para obter bons resultados clínicos e minimizar a ocorrência de efeitos adversos para os pacientes (JAMESON; LONGO, 2015; HALL et al., 2018; SAADEH; BRIGHT; RUSTEM, 2019). Para isso, utilizam-se marcadores genéticos, fenotípicos e ambientais para determinar o diagnóstico de subcategorias da doença, o prognóstico do paciente, a escolha terapêutica e a dosagem. Dentre os diversos tipos de câncer está o câncer de próstata (CaP) (MCCREA et al., 2018; MOHLER et al., 2019). O CaP é uma das neoplasias malignas mais comuns em homens, sendo o segundo em incidência e o quinto em mortalidade em todo o mundo entre pessoas do sexo masculino (BRAY et al., 2018). No Brasil, depois do câncer de pele não-melanoma, o CaP tem a maior incidência no país, para o tratamento do CaP localizado, a radioterapia externa é uma das principais opções, cujo objetivo principal é entregar uma alta dose de radiação ionizante no volume tumoral, buscando manter os níveis de irradiação abaixo do limite tolerável para as estruturas saudáveis circunvizinhas (REE; KEDALEN, 2015; DAL PRA; SOUHAMI, 2016). Diante do exposto, o estudo de ferramentas capazes de identificar precocemente pacientes mais radiossensíveis justifica-se, seja para oferecer um tratamento alternativo, seja para reduzir a exposição à radiação dos órgãos críticos. Para tal, estima-se a avaliação de no mínimo 30 pacientes cuja avaliação clínica será feita pelo médico responsável. Essa avaliação consistirá na análise dos efeitos colaterais agudos relatados pelos pacientes e constatados pelo médico com base na classificação RTOG, conforme os critérios de graduação da toxicidade aguda para os sistemas Gastrointestinal Inferior e Geniturinário (COX; STETZ; PAJAK, 1995). Além disso, outros parâmetros biodosiméricos serão analisados, como aberrações cromossômicas instáveis e micronúcleos. Após obtenção dos dados, será feita análise estatística usando a correlação de Pearson ou Spearman, a depender da normalidade dos dados, para verificar se há associação entre as frequências de aberrações e/ou de micronúcleos com a incidência e severidade dos efeitos colaterais apresentados pelos pacientes durante a radioterapia.
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