Projeto de pesquisa, UFPE
NOVAS TERAPIAS MODIFICADORAS DA DOENÇA DE ALZHEIMER: EXPERIÊNCIA INICIAL COM ANTICORPOS MONOCLONAIS ANTI-AMILOIDE NO RECIFE
Descrição
Eduardo Sousa de Melo 22:51 (há 0 minuto) para mim Introdução: A doença de Alzheimer é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva, responsável por comprometimento cognitivo, funcional e comportamental, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e cuidadores. Terapias modificadoras da doença baseadas em anticorpos monoclonais anti-amiloide, como o lecanemabe e o donanemabe, são novas medicações que atuam reduzindo o acúmulo cerebral de beta-amiloide. Estudos recentes demonstraram potencial dessas terapias em retardar a progressão clínica da doença em fases iniciais, embora seu uso exija monitoramento rigoroso devido ao risco de eventos adversos, especialmente as alterações de imagem relacionadas ao amiloide (ARIA). Objetivo: Caracterizar o perfil clínico, cognitivo, funcional e de segurança de pacientes com doença de Alzheimer em uso de lecanemabe ou donanemabe acompanhados em centros de referência no Recife. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, longitudinal, ambispectivo e descritivo, realizado com pacientes diagnosticados com doença de Alzheimer em fase inicial e em uso de terapia anti-amiloide. A coleta de dados ocorrerá por revisão de prontuários e acompanhamento prospectivo mensal, utilizando formulário padronizado. Serão avaliadas variáveis sociodemográficas, exames diagnósticos, genotipagem ApoE, número de infusões, interrupções do tratamento, desempenho cognitivo por meio do MEEM e MoCA, funcionalidade pela Escala de Pfeffer e gravidade clínica pelo CDR. Também serão analisados eventos adversos e achados de ressonância magnética relacionados a ARIA-E e ARIA-H. Conclusão: Espera-se que o estudo contribua para ampliar o conhecimento sobre a utilização de anticorpos monoclonais anti-amiloide na prática clínica real, descrevendo a experiência inicial no Recife. Os resultados poderão auxiliar na seleção de pacientes, no monitoramento de segurança e no aprimoramento de protocolos assistenciais relacionados às novas terapias modificadoras da doença de Alzheimer.
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