Projeto de pesquisa, UFPE
Práticas educativas parentais: influência para a saúde física e mental de adolescentes
Descrição
As práticas educativas parentais podem ser classificadas em positivas e negativas. As positivas funcionam como fatores de proteção e estão relacionadas com o desenvolvimento de apego seguro, bom desempenho acadêmico e comportamento pró-social. As negativas estão relacionadas com o risco aumentado de problemas na saúde mental e física entre crianças e adolescentes. As práticas parentais negativas também englobam uma forma de violência contra crianças e adolescentes, que é o uso da educação parental violenta como forma de disciplinar os filhos, usando a violência física e/ou psicológica como meio de fazê-los entender quando agem de maneira não condizente com o que os pais desejam e para que entendam o erro que praticaram. Este projeto trata-se de um estudo transversal que será realizado em uma escola pública de ensino médio da cidade do Recife – Pernambuco, no período de setembro de 2026 a agosto de 2028. O objetivo deste estudo é avaliar a associação entre as práticas educativas parentais e problemas físicos e mentais de adolescentes. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico. A coleta de dados será realizada por entrevista face-a-face. O questionário será composto por variáveis sociodemográficas e do estilo de vida. Para avaliar as práticas parentais será utilizada a Parent-Child Conflict Tactics Scales (CTSPC) – versão pais-filhos, respondida pelos adolescentes. Para avaliar os problemas mentais, serão usados o Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ), versão adolescentes e o Short Mood and Feelings Questionnaire (SMFQ). Serão avaliados dois aspectos da saúde física: a ocorrência de disfunção têmporomandibular e bruxismo na adolescência e a ocorrência de transtornos da interação intestino-cérebro na adolescência. Há evidências que indicam a influência negativa da violência e maus-tratos na saúde mental da criança e do adolescente. Contudo, são escassos os trabalhos que buscam entender se existe relação entre educação parental violenta e o desenvolvimento de problemas psicossomáticos de crianças e adolescentes. Diante disso, é necessário analisar se essa relação existe em nosso contexto social e buscar entender os mecanismos que levam a esse fenômeno. Assim como, produzir conhecimentos sobre a exposição a práticas educativas parentais negativas, para poder contribuir na descoberta da sua magnitude e impactos e, também, possibilitar a elaboração de estratégias que facilitem a identificação precoce e a formulação de ações de prevenção e de intervenção, para viabilizar maior cuidado e proteção para as crianças.
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