Projeto de pesquisa, UFPE
QUALIDADE DE VIDA EM CUIDADORES E PACIENTES PEDIÁTRICOS COM DERMATITE ATÓPICA
Descrição
A dermatite atópica (DA) é considerada a doença cutânea mais comum da infância, caracterizando-se como uma dermatose inflamatória crônica e recidivante, marcada por prurido, xerose cutânea, comprometimento da barreira epidérmica e lesões eczematosas de intensidade variável, com importante repercussão na vida diária dos pacientes. Para além do acometimento cutâneo, a DA deve ser interpretada como enfermidade inserida em contexto sistêmico e de implicações vastas, o que reforça a relevância de seu reconhecimento e manejo desde a infância, fase em que pode constituir a primeira manifestação de uma trajetória clínica que inclui alergia alimentar, asma e rinite alérgica, compondo a chamada marcha atópica. A dermatite atópica apresenta repercussões importantes sobre sono, atividades diárias e bem-estar emocional de crianças e adolescentes. Esse impacto também se estende ao núcleo familiar, uma vez que a cronicidade, a recorrência dos sintomas e a intensidade do prurido podem gerar sobrecarga, privação de sono e prejuízo à qualidade de vida dos cuidadores. Este projeto tem como objetivo avaliar a relação entre gravidade clínica, intensidade do prurido, grau de hidratação cutânea e qualidade de vida de pacientes pediátricos com DA e de seus cuidadores. Trata-se de estudo observacional, analítico e transversal, a ser desenvolvido no Ambulatório de Dermatoses Alérgicas do Centro de Pesquisas em Alergia e Imunologia Clínica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. Serão incluídos pacientes pediátricos com diagnóstico clínico de dermatite atópica e seus cuidadores principais, com aplicação de instrumentos padronizados e validados, para a avaliação dos parâmetros clínicos (gravidade clínica, prurido e hidratação) e da qualidade de vida do paciente e impacto familiar. Espera-se que a pesquisa contribua para uma compreensão mais integrada da dermatite atópica pediátrica, considerando não apenas a expressão clínica da doença, mas também sua repercussão funcional, emocional e familiar. Ao articular medidas objetivas e subjetivas da experiência do adoecimento, o estudo poderá ampliar a caracterização da carga clínica e psicossocial, fornecendo subsídios para o aprimoramento da assistência, para a produção científica institucional e para o fortalecimento de uma abordagem mais integral no acompanhamento de crianças e adolescentes acometidos pela doença.
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