Projeto de pesquisa, UFPE
PROGNÓSTICO DO ENXERTO RENAL: AVALIAÇÃO LONGITUDINAL DA ELASTICIDADE DO TECIDO EM PACIENTES TRANSPLANTADOS ATRAVÉS DA ELASTOGRAFIA POR ONDASDE CISALHAMENTO
Descrição
A doença renal crônica (DRC) apresenta uma crescente incidência e prevalência, especialmente associada a comorbidades como diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica. O Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de transplantes renais, sendo esta a melhor opção de tratamento para DRC em estágio final. Porém, a rejeição aguda e a nefropatia crônica, caracterizada por fibrose intersticial e atrofia tubular (FI/AT), continuam a comprometer a longevidade do enxerto. A detecção precoce dessas alterações é crucial para a implementação de uma terapia adequada. A biópsia permanece como padrão-ouro para o diagnóstico da disfunção do transplante renal, no entanto, seu caráter invasivo acarreta riscos significativos. Métodos não invasivos, como a elastografia por ondas de cisalhamento (SWE), têm se mostrado promissores para avaliar a fibrose renal precocemente. Objetivos: O objetivo principal deste estudo é realizar uma análise evolutiva do grau de fibrose renal em pacientes transplantados, medindo a elasticidade do parênquima e da medula renal usando SWE em três momentos distintos: no pós-operatório imediato, após 3 meses e após 6 meses do transplante. Os objetivos secundários são: avaliar a correlação entre função renal (níveis de creatinina e clearance de creatinina) e resultados da SWE; comparar índices velocimétricos do ultrassom Doppler com os resultados da SWE; determinar diferenças significativas entre enxertos de doadores vivos e falecidos; avaliar a capacidade da SWE em detectar precocemente alterações na elasticidade do tecido renal que possam predizer a evolução para fibrose do enxerto e correlacionar achados histopatológicos de biópsias com resultados da SWE. Metodologia: Será conduzido um estudo observacional longitudinal prospectivo com pacientes adultos transplantados, atendidos no Serviço de Ecografia Vascular do HC/EBSERH-UFPE. A coleta de dados ocorrerá de Agosto de 2024 a Setembro de 2025, incluindo exames ultrassonográficos e elastográficos, além de dados clínicos e laboratoriais. Os exames serão realizados em três momentos distintos: no pós-operatório imediato, após 3 meses e após 6 meses do transplante. A avaliação elastográfica será realizada por examinadores padronizados utilizando um aparelho de ultrassom específico. A análise incluirá a comparação de medidas de elasticidade renal com parâmetros tradicionais e a evolução dos enxertos ao longo do tempo.
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