Projeto de pesquisa, UFPE
Correlação entre escore clínico da asma e alterações osteomusculares vertebrais em crianças e adolescentes: um estudo transversal
Descrição
De acordo com a Global Initiative for Asthma, a asma é definida como uma doença heterogênea crônica inflamatória das vias aéreas. Ela consiste na hiperresponsividade, ou seja, contração espástica, da musculatura lisa das vias inferiores, gerando limitação variável ao fluxo aéreo, sendo originária de múltiplos estímulos alergênicos e não alergênicos. Devido a essa limitação do fluxo do ar nas vias respiratórias, os indivíduos asmáticos passam a apresentar alguns sintomas respiratórios como: sibilos, dispneia, aperto no peito e tosse (Pizzichini, 2020). A asma pode afetar pessoas de qualquer faixa etária, porém é uma das doenças crônicas mais comuns durante a infância (De Carvalho, 2019). No Brasil, ela é mais prevalente em crianças de 6 a 7 anos, e adolescentes de 13 a 14 anos, conforme dados do International Study of Asthma and Allergies in Childhood, constituindo a quarta maior causa de hospitalizações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) (Junior, 2020). A asma é uma doença pulmonar obstrutiva, e dessa forma acaba provocando alterações na mecânica respiratória, tornando-a insatisfatória, resultando em um bloqueio inspiratório, com diminuição do volume expiratório e da capacidade inspiratória (Gemme, 2011). Além disso, o aumento do volume residual, presente na mecânica respiratória dos indivíduos asmáticos, em conjunto ao uso exacerbado de musculatura acessória durante a respiração, geram uma restrição na mobilidade torácica, alterações no tórax e na coluna vertebral como um todo, interferindo diretamente na postura corporal, causando assimetrias e movimentos compensatórios principalmente na coluna vertebral, joelhos, ombros e quadril (Steidl, 2013). O esforço inadequado dos músculos acessórios faz com que as linhas de força que estabilizam e orientam o tronco se modifiquem, pois morfofuncionalmente uma postura adequada exige o menor esforço muscular e ligamentar para manter o indivíduo em ortostatismo, facilitando o equilíbrio estático. Essas alterações podem levar a quadros de dor e incapacidade, bem como comprometimento da função respiratória e alterações posturais, estabelecendo assim um ciclo vicioso (Schmidt, 2023).
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