Projeto de pesquisa, UFPE
MORFOLOGIA DA FOSSA DO OLÉCRANO DO OSSO ÚMERO E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A ANTROPOLOGIA FORENSE
Descrição
A Antropologia Forense, como área científica, aplica métodos da Antropologia Física e da Arqueologia para coletar e analisar evidências legais que possam elucidar casos que podem elucidar resultantes de remanescentes humanos que estão em estado avançado de decomposição, onde perderam os traços fisionômicos que permitiriam seu reconhecimento. O reconhecimento dos segmentos ósseos humanos é considerado umas das principais ferramentas de trabalho do antropólogo forense, tornando um fator determinante para compreensão da dinâmica de crimes ou situações de interesse da justiça. Após esse reconhecimento de remanescentes ósseos humanos, o profissional forense aplica técnicas advindas de metodologias comprovadas cientificamente. Para que essas metodologias sejam fidedignas e tragam resultados satisfatórios que contribuam para as ciências forenses é indispensável contarmos com acervos osteológicos identificáveis de boa qualidade. Objetivamos analisar a morfologia da fossa do olécrano como ferramenta auxiliar para estimativa do sexo em ossadas humanas pertencentes a coleções osteológicas identificadas do Estado de Pernambuco. Para alcançarmos esse objetivo geral utilizaremos 230 úmeros humanos pertencentes às Coleções Osteológicas Identificadas do Laboratório de Antropologia e Osteologia Forense (LAOF), alocado no departamento de Anatomia Humana, campus Recife e 100 números humanos do Laboratório de Identificação Humana e Osteologia Forense (LIHOF) do Centro Acadêmico de Vitória (CAV), localizadas na cidade de Vitória de Santo Antão, ambas da Universidade Federal de Pernambuco. Esperamos identificar associações estatisticamente significativas entre os formatos da fossa do olécrano e o sexo biológico, possibilitando a validação dessa estrutura anatômica como ferramenta auxiliar para estimativa sexual em Antropologia Forense. Em suma, o conhecimento, aprimoramento e a análise da acurácia de metodologias científicas em coleções osteológicas localizadas no Estado de Pernambuco contribuirá para construção de novas tabelas de referências à serem aplicadas na população pernambucana.
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