Projeto de pesquisa, UFPE
Frequência semanal do treinamento resistido com volume equalizado: respostas neuromusculares, morfológicas e psicofisiológicas em indivíduos treinados.
Descrição
O treinamento resistido é uma das principais estratégias para promover força, hipertrofia muscular, desempenho neuromuscular e benefícios à saúde. Seus resultados dependem da adequada manipulação de variáveis como volume, intensidade, número de repetições, intervalos de descanso e frequência semanal. Embora a literatura indique que, quando o volume é equalizado, diferentes frequências podem produzir adaptações crônicas semelhantes para hipertrofia, ainda são pouco compreendidas as respostas agudas fisiológicas, neuromusculares e psicofisiológicas associadas à distribuição do mesmo volume semanal. Este estudo tem como objetivo comparar os efeitos agudos de diferentes frequências semanais de treinamento resistido, com volume equalizado, sobre respostas fisiológicas, neuromusculares e psicofisiológicas em homens e mulheres treinados. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, com delineamento cruzado (crossover), no qual todos os participantes serão submetidos a três condições experimentais: treinamento realizado uma, duas e três vezes por semana, mantendo-se o volume semanal total de 24 séries para a musculatura do quadríceps. A amostra será composta por homens e mulheres saudáveis, de 18 a 35 anos, treinados em treinamento resistido, com experiência mínima de um ano e frequência semanal mínima de três sessões. Os exercícios utilizados serão agachamento no Smith, leg press 180° e cadeira extensora, executados até a falha concêntrica momentânea, com faixa-alvo de 8 a 12 repetições e carga aproximada de 90% do teste de 10 repetições máximas. As variáveis serão organizadas em três eixos: desempenho e fadiga neuromuscular, incluindo repetições, volume total, salto com contramovimento, velocidade concêntrica máxima e desempenho no teste de 10RM; respostas morfológicas agudas, por meio da espessura muscular e intensidade de eco avaliadas por ultrassonografia; e respostas psicofisiológicas, incluindo percepção subjetiva de esforço, estados de humor, resposta afetiva, recuperação percebida, preferência e tolerância à intensidade do exercício. Os dados serão analisados por estatística descritiva e modelos de medidas repetidas, considerando as condições de frequência semanal e os momentos de avaliação. Espera-se compreender se a distribuição do volume semanal em uma, duas ou três sessões modifica a fadiga, a manutenção do desempenho, as respostas musculares agudas, a percepção de esforço e a recuperação. O projeto contribuirá para a prescrição baseada em evidências no treinamento resistido e permitirá a formação de três estudantes de iniciação científica em eixos complementares: desempenho/fadiga neuromuscular, respostas ultrassonográficas e respostas psicofisiológicas/perceptivas.
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