Projeto de pesquisa, UFPE
EFEITO DA SUBPOLIMERIZAÇÃO NA SUSCETIBILIDADE AO MANCHAMENTO DE RESINAS COMPOSTAS BULK-FILL EM COMPARAÇÃO ÀS CONVENCIONAIS
Descrição
Resumo da Introdução As resinas compostas são amplamente utilizadas na Dentística restauradora devido às suas propriedades estéticas e mecânicas. Entretanto, o sucesso clínico dessas restaurações depende diretamente da adequada polimerização do material, especialmente do grau de conversão dos monômeros em polímeros. A subpolimerização, causada por falhas na fotoativação, pode comprometer propriedades físicas e químicas da resina, aumentando sorção de água, degradação e susceptibilidade ao manchamento. Diversos fatores influenciam esse processo, como intensidade da luz, tempo de exposição, distância da fonte fotopolimerizadora e espessura do incremento. Nesse contexto, as resinas bulk-fill foram desenvolvidas para permitir incrementos mais espessos e simplificar a técnica restauradora. Contudo, ainda existem dúvidas quanto à eficácia da polimerização em maiores profundidades e sua relação com a estabilidade de cor. A presença de monômeros residuais e alterações superficiais favorece a absorção de pigmentos provenientes da dieta, como café e vinho, resultando em alterações cromáticas das restaurações. Assim, torna-se importante investigar a influência da subpolimerização na susceptibilidade ao manchamento de resinas bulk-fill e convencionais, contribuindo para o aprimoramento dos protocolos clínicos e da longevidade estética das restaurações. Resumo da Metodologia O estudo in vitro será realizado no laboratório BIODEN da UFPE. Inicialmente, será feita a padronização de um aparelho fotopolimerizador LED por meio de leituras da intensidade luminosa em diferentes distâncias (0, 2 e 6 mm), utilizando radiômetro. Serão confeccionados 180 corpos-de-prova com resinas compostas nano-híbrida convencional e bulk-fill, distribuídos em grupos conforme o tipo de resina, distância de fotopolimerização e solução corante. Após a confecção e fotopolimerização, as amostras permanecerão armazenadas em água destilada por 24 horas. Os corpos-de-prova serão submetidos diariamente, durante 14 dias, à imersão em diferentes soluções corantes (café, vinho, chá verde, Red Bull, Coca-Cola e água destilada), permanecendo o restante do tempo em saliva artificial a 37°C. A avaliação da alteração de cor será realizada por espectrofotômetro portátil antes e após o período experimental, utilizando o índice WID para cálculo da variação cromática. Os dados obtidos serão analisados estatisticamente por testes de normalidade e homogeneidade, seguidos de ANOVA e teste de Tukey, adotando-se nível de significância de 5%
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