Projeto de pesquisa, UFPE
Comparação entre protocolos de vibração de corpo inteiro com frequência fixa e variada no equilíbrio, mobilidade e funcionalidade em pacientes diabéticos tipo 2: Ensaio clínico randomizado
Descrição
Diabetes Mellitus (DM) é definido como um estado de hiperglicemia, em jejum ou pós-prandial, resultante da deficiência absoluta ou relativa da insulina, hormônio sintetizador da glicose. Caracteriza-se por apresentar elevada morbidade e mortalidade, além de estar associada ao aumento do uso de medicamentos e aos riscos de interações medicamentosas, frequentes em idosos, afetando diversos aspectos da vida do indivíduo (Rodrigues, 2019; Binesh et al., 2024). Entre os vários fenótipos clínicos, o Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é responsável pela maioria dos casos sendo mais frequente em homens mais velhos do que em mulheres, embora a causa dessa diferença ainda permaneça desconhecida (Nordström, 2016). Cerca de 90% dos casos manifestam-se em adultos com mais de 45 anos, frequentemente com sobrepeso, sedentarismo e histórico familiar da doença, impondo uma enorme carga de cuidados ao sistema de saúde (Alves, 2021). A Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima que a prevalência global de DM atinja 552 milhões em 2030, sendo o aumento de casos de DM2 considerado um dos maiores desafios da sociedade moderna (Muñoz, 2020). No Brasil, o número de diabéticos aumentou de 4,5 milhões em 2000 para 11,3 milhões em 2013, com projeção de alcançar 19,2 milhões até 2035. Atualmente, o DM é a terceira maior causa de óbitos no país, posicionando o Brasil como o terceiro país com os maiores gastos relacionados à doença no mundo (Alves,2021; Souza et al., 2025). Frente a esse cenário, o controle metabólico é o principal objetivo do tratamento, sendo sustentado pela terapia medicamentosa, mudanças de hábitos e prática regular de atividade física, exigindo acompanhamento multiprofissional e contínuo por parte dos profissionais de saúde (Souza et al., 2025). Nesse contexto, a vibração de corpo inteiro (VCI) desponta como terapia alternativa segura, simples, de baixo custo, que expõe o corpo a vibrações mecânicas com potencial para adesão satisfatória por indivíduos sedentários ou com limitações físicas (Rodrigues, 2019). A vibração promove contrações rápidas e repetidas do complexo músculo-tendão, aumentando a captação de glicose pelas células musculares (Binesh, 2024). Este estudo tem como objetivo comparar dois protocolos distintos de vibração de corpo inteiro sobre o equilíbrio, mobilidade e funcionalidade de idosos com Diabetes Mellitus tipo 2. com intervenção por 10 sessões (duas vezes por semana), em plataforma vibratória oscilatória, com parâmetros fixos ou variados conforme o grupo. Espera-se identificar qual protocolo apresenta maior eficácia na melhora do equilíbrio, mobilidade e funcionalidade desses pacientes.
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