Projeto de pesquisa, UFPE
UTILIZAÇÃO DA MORFOMETRIA NA ANÁLISE DO CANAL MANDIBULAR
Descrição
O canal mandibular é uma estrutura situada dentro do osso mandibular, um importante componente do esqueleto facial (QUISPE-HUARCAYA, 2016; KAWAI, 2018). Por ele, passa um importante feixe vásculo-nervoso, composto por ramificações do nervo trigêmeo e da artéria maxilar (ANGEL, 2011; KHORSHIDI, 2017). O trajeto do canal mandibular tem início no forame mandibular, localizado na face mesial do ramo mandibular e se estende até o forame mentual, encontrado no nível do segundo pré-molar inferior (GU, 2018; LIMA, 2023).As variações anatômicas são especialmente relevantes na prática clínica odontológica, principalmente em procedimentos mais invasivos e traumáticos como exodontias, instalação de implantes, cirurgias ortognáticas e osteotomias (SHAMAN, 2014; TEIXEIRA, 2024). O canal mandibular é uma estrutura nobre de interesse cirúrgico e o conhecimento preciso da sua anatomia é fundamental para prevenir complicações como lesões ao nervo alveolar inferior, que pode causar parestesia, dor neuropática ou outras sequelas irreversíveis (KOIVISTO, 2016; CASTRO, 2018; SHOKRY, 2019).Atualmente, o canal mandibular tem sido apontado em estudos como estrutura de interesse forense (GAMBA, 2017; LIMA, 2023). Isso porque as características morfométricas do canal estão relacionadas com características como idade cronológica e sexo biológico (ANGEL, 2011; GAMBA, 2017). Pesquisas sugerem que o canal se aproxima progressivamente da base mandibular com o envelhecimento, enquanto homens tendem a apresentar canais mais altos e espessos (LIMA, 2023; TEIXEIRA, 2024. Nesse contexto, o uso de TCFC para estimar idade e gênero por meio da análise mandibular surge como uma abordagem promissora, por permitir avaliar de forma quantitativa os parâmetros morfométricos de diferentes pontos do canal mandibular (GAMBA, 2017; LIMA, 2023).
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