Projeto de pesquisa, UFPE
Modelos de Regulação Internacional em AI e Cibernética em Contexto de Disputa Hegemônica
Descrição
As assimetrias na regulação internacional de tecnologias sensíveis refletem desigualdades estruturais entre regimes normativos e conflitos geopolíticos. Este projeto busca: propor modelos analíticos multidimensionais que expliquem os diferentes desfechos normativos das tecnologias de IA e segurança cibernética na contemporaneidade; e avaliar o impacto da lacuna regulatória internacional na segurança e defesa do Brasil no corrente período de disputa hegemônica, identificando mecanismos estratégicos que minimizem impactos negativos à soberania nacional. O período de relativa estabilidade bipolar entre EUA e URSS possibilitou a regulação da tecnologia nuclear e sua institucionalização via organismos internacionais robustos. Embora a tecnologia nuclear tenha sido aplicada com sucesso em áreas civis, como medicina e energia, ela jamais alcançou a capilaridade social e a integração à cultura cotidiana como as atuais tecnologias de comunicação. Em contraste, as tecnologias de IA e cibernética emergem e se consolidam na economia e sociedade em um cenário de disputa hegemônica fragmentada e acirrada. A questão central para potências globais e regionais é como converter o controle e uso dessas novas tecnologias em ativos de poder e influência no sistema internacional. O objetivo desta pesquisa é: 1. Desenvolver um arcabouço teórico-metodológico inovador para entender a anatomia do ciclo de regulamentação internacional da tecnologia de IA e do espaço cibernético. A análise integrará as particularidades destas tecnologias disruptivas ao contexto de disputa hegemônica, contrastando-as com a experiência histórica da tecnologia nuclear. 2. Analisar as vulnerabilidades e oportunidades para potências médias como o Brasil, investigando sistematicamente como o atual quadro de anomia regulatória cibernética e de IA impacta as políticas externa e de defesa brasileiras. Ao
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