Projeto de pesquisa, UFPE
DINÂMICA SAZONAL DE PROCESSOS COSTEIROS E VULNERABILIDADE À EROSÃO NAS PRAIAS DE GAIBÚ E SUAPE – MUNICÍPIO DO CABO DE SANTO AGOSTINHO/PE
Descrição
A erosão costeira é um processo gerado quando o material erodido é levado da linha de costa em maior proporção do que é depositado, o que leva a um desequilíbrio do balanço sedimentar. Tal processo geomorfológico pode ocorrer a partir de parâmetros naturais ou antrópicos. A erosão natural é resultado da sazonalidade dos regimes de ondas e da morfodinâmica das feições fisiográficas costeiras, constituindo um processo normal no equilíbrio sedimentológico e dinâmico do sistema costeiro. Enquanto que a erosão antrópica é resultante das interferências da ação humana sobre o sistema dinâmico costeiro. Como causa da erosão, a intervenção antrópica nos processos costeiros decorrente de processos de usos e ocupações, sobressaindo-se os urbanos, sobre a linha de costa (CABRAL, SILVA e GIRÃO, 2014). Esta constatação é importante à medida que se relega, apenas, a erosão provocada por fenômenos naturais e a um segundo plano o de gênese antrópica (MOURA, 2012). A erosão costeira é o conjunto de processos em que é removido mais material da praia devido à quebra do equilíbrio dinâmico original (ALFREDINI, 2005). Em uma praia, onde o sedimento é majoritariamente arenoso e, portanto, mais "frágil", a perda de areia em uma ponta (erosão) tende a ser compensada pelo acúmulo (progradação) em outra, e vice-versa, para que se mantenha o equilíbrio (BIRD, 2011; MASSELINK, HUGHES e KNIGHT, 2011). A intensa dinâmica costeira (erosão/acresção sedimentar) modifica a morfologia, mesmo em curtos intervalos de tempo, em conformidade com as mudanças sazonais intra-anuais, que interferem em diversos usos nas praias de Gaibú e Suape no Cabo de Santo Agostinho, sendo a maioria instalada no prisma praial emerso, constituindo riscos de instabilidade ao ambiental praial. Em relação a proposta ora apresentada, alguns trabalhos sobre monitoramento costeiro foram desenvolvidos em várias partes do mundo a partir da comparação multitemporal de da Linha de Costa (LC) obtidas por diversas técnicas de aquisição e modelagem em que foram observados a multiplicidade de indicadores de LC, definidos principalmente em função da técnica de aquisição de dados, da escala espaço-temporal de observação e de suas aplicações (SANTOS e AMARO, 2012). Nos estudos de dinâmica sazonal da área de estudo, onde as variações ocorrem em intervalos relativamente curtos (intranual), a definição mais adequada para LC consistiu, genericamente, na linha dinâmica que marca a interface física entre terra e água. Por esse motivo, a LC está condicionada aos processos dinâmicos atuantes. Nos ambientes praiais que serão objeto do estudo em questão.
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