Projeto de pesquisa, UFPE
MODOS DE SUBJETIVAÇÃO E BIOPOLÍTICA: GÊNERO, CORPOS, TERRITÓRIOS E VIDAS VULNERÁVEIS
Descrição
Os processos de subjetivação resultam da sua relação com a biopolítica através de um conjunto de tecnologias e dispositivos que investem tanto na vida individual em sua formação e desenvolvimento, como na regulação e administração da vida da população visando o seu melhoramento e a otimização das suas forças produtivas. Para além do caráter produtivo de tais tecnologias, é possível observar a constituição de zonas de exclusão, de separação das vidas individuais e da população por valor e utilidade, etnia, raça, classe, gênero e território. Deste modo, constitui-se a invisibilização de existências humanas que, relegadas à situação de vulnerabilidade, encontram, no limite dessas políticas de administração da vida, a ameaça da morte. Portanto, os modos de subjetivação e a biopolítica se implicam diretamente a muitas dimensões das relações éticas, políticas, econômicas e sociais.A caminhada desta pesquisa traz em seu escopo de abordagem questões que envolvem sobretudo as discussões sobre as temáticas de gênero, raça, classe e educação, que atravessam os interesses de investigação das grandes áreas de estudo como a filosofia, a educação, a segurança pública e as ciências sociais, em que o diagnóstico de violências perpetradas por formas de governo da vida se configuram em zonas de exclusão, fenômenos de segregação de grupos vulnerabilizados e aniquilação de corpos, sejam femininos ou feminizados e racializados.A importância desse estudo encontra-se na necessidade de pesquisas mais amplificadas e diversificadas devido à abrangência de sua temática e por estabelecer uma parceria entre pesquisadores de outras instituições de ensino, o que nos apresenta um panorama das pesquisas e a realidade destas no Brasil.Realizaremos este estudo crítico sobre os modos de subjetivação e a biopolítica a partir das seguintes hipóteses:-A interferência e prerrogativa de pressupostos econômicos em processos sociais, políticos e educacionais contribuiria ativamente em modos de subjetivação beligerantes e excludentes;-Haveria um entrelaçamento de uma anátomo-política dos corpos e territórios, contribuindo para contextos de vulnerabilidade;-As situações de precariedade estariam implicadas diretamente à vulnerabilidade étnico-racial e sexual.O alcance deste projeto de investigação se volta para o diagnóstico e possíveis intervenções diante de zonas de exclusão e fenômenos de segregação e de violência no Estado de Pernambuco. A proposta de pesquisa que aqui se apresenta engloba, portanto, a formação de uma rede de pesquisadores na Universidade Federal de Pernambuco-UFPE que se dispõe a refletir conjuntamente como esses modos de subjetivação, em sua articulação com a biopolítica, são empreendidos em diferentes contextos, visando subsidiar a constituição de políticas públicas, de experiências e intervenções tecnológicas inovadoras diante da condição de vulnerabilidade de segmentos da população.
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